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Previsto em lei, Censo Agropecuário deve começar no ano que vem

Apenas para a primeira fase de preparativos do Censo, são necessários R$ 266 milhões. No total, o levantamento consome mais de R$ 1 bilhão.

O órgão já conseguiu o descontingenciamento do orçamento do IBGE para 2016, que tinha sido reduzido de R$ 203 milhões para R$ 180 milhões | ANIELE NASCIMENTO/ANIELE NASCIMENTO
O órgão já conseguiu o descontingenciamento do orçamento do IBGE para 2016, que tinha sido reduzido de R$ 203 milhões para R$ 180 milhões (Foto: ANIELE NASCIMENTO/ANIELE NASCIMENTO)

O presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Paulo Rabello de Castro, garantiu que o órgão vai começar ainda este ano os preparativos para o Censo Agropecuário. A ideia é que equipes do IBGE possam ir a campo no ano que vem e ter os primeiros resultados divulgados em 2018. O levantamento estava cancelado devido ao corte orçamentário.

De acordo com Castro, apenas para a primeira fase de preparativos do Censo são necessários R$ 266 milhões. No total, o levantamento consome mais de R$ 1 bilhão. “O censo já está salvo. Já que não rodou este ano, fatalmente rodará no ano que vem, ou não estarei aqui”, declarou. A realização do levantamento censitário está previsto em lei, por isso deve ser cumprido. “Isso é um comando legal. Ou eles têm que mudar a lei ou o presidente do IBGE”.

Castro vai se reunir esta semana com o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, para tratar da necessidade de recompor a verba para realização do censo Agropecuário. O órgão já conseguiu o descontingenciamento do orçamento do IBGE para 2016, que tinha sido reduzido de R$ 203 milhões para R$ 180 milhões. Para o início dos trabalhos do censo, seriam consumidor outros R$ 266 milhões. “É uma recomposição mínima, mas atende a atrasos de pagamentos a que estávamos informando. É porque R$ 203 milhões já era o número original, que tinha sido cortado para R$ 180 milhões”, disse ele.

Segundo ele, o adiamento do Censo Agropecuário, que originalmente deveria ter começado em 2015 para ser divulgado em 2017 , pode ter como aspecto positivo uma modernização da metodologia, que passaria a incluir informações também sobre meio ambiente e sustentabilidade. “Um país que gasta 500 censos agropecuários só para rolar sua dívida, acho que pode gastar R$ 1 bilhão para fazer um censo agropecuário”, disparou.

Concurso

Outras duas demandas que o novo presidente discutirá com o Ministério do Planejamento, órgão ao qual o IBGE é subordinado, são a convocação imediata de 600 candidatos aprovados e homologados no último concurso e a modernização do parque de informática do instituto, para reforçar a segurança na geração, armazenamento e divulgação dos dados produzidos. “Tem colaboradores concursados e homologados, necessitando apenas de uma canetada que os incorpore. Esse é o assunto da hora”, disse o presidente.

Ele lembrou que o custeio do IBGE cresceu quase 30% a menos do que o do governo central nos últimos quatro anos. “O custeio do IBGE foi comprimido ao longo de 2016 de uma forma insuportável”, lamentou.

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