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Orientação

Câmbio automático ou automatizado: dê folga ao pé esquerdo e veja as opções até R$ 60 mil

Saiba quais são os cuidados e as dicas para aproveitar a comodidade da transmissão

Até 2020, cerca de 50% da frota brasileira dispensará o pedal de embreagem. | Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo
Até 2020, cerca de 50% da frota brasileira dispensará o pedal de embreagem. (Foto: Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo)

Poder sair de um cruzamento ou semáforo sem a necessidade de trocar de marcha é uma comodidade cada vez mais apreciada pelos consumidores de veículos no Brasil. Segundo as fabricantes, nos próximos quatros anos metade da frota brasileira será equipada com câmbio automático ou automatizado - atualmente está em 15%.

A opção deixou de ser um item de luxo para figurar também em carros de entrada. Pouco mais de uma dezena de modelos que dispensam o uso do pedal de embreagem tem preços abaixo de R$ 60 mil .

Este tipo de tecnologia ainda é novidade para muitos consumidores, por isso existem dúvidas quanto ao manuseio e, principalmente, à manutenção. Vale salientar que o sistema dura mais que o manual. A vida útil dos componentes varia de 200 mil a 250 mil km, em média, caso sejam obedecidas as revisões preventivas, enquanto que no mecânico gira na casa dos 100 mil km.

Um dos motivos é o menor desgaste das peças, pois, como não há a troca errada, o risco de quebras fica reduzido. Basicamente, a preocupação é efetuar a substituição/reposição de óleo no período correto, conforme previsto no manual do proprietário - a média é a cada 40 mil quilômetros.
QUAL COMPRAR?: Veja as modelos até R$ 60 mil

OPÇÕES: Conheça os diferentes tipos de câmbio
Contudo, pode ocorrer problemas elétricos e panes no caso de um vazamento descoberto tardiamente. “Trancos ou patinação nas passagens de marchas ou pingos de óleo no chão são fortes indícios de que algo está errado”, alerta Eric Ricardo do Nascimento, técnico da Bortollini - Casa do Câmbio Automático, em Curitiba.

Ele conta que já recebeu carros com 20 mil km rodados que apresentavam queima do sensor elétrico e com 100 mil km, que acusavam falta de revisão preventiva. “Alguns clientes simplesmente nunca haviam feito a troca de óleo e de filtro”, salienta.

O sistema automatizado tem uma manutenção simples pelo fato de a embreagem e as engrenagens serem as mesmas ou possuírem poucas alterações em relação ao modelo mecânico. A recomendação é a substituição do fluido a cada 60 mil km.

Porém, Nascimento dá um conselho: “Evite ‘segurar’ o carro numa parada em subida pisando no acelerador, como é possível no caso do automático. Assim como numa transmissão manual, tal procedimento forçaria a embreagem, o que irá reduzir a vida útil.”

O profissional explica que qualquer anomalia será notificada pelo computador de bordo ou pela luz espia no painel de instrumentos. “Na maioria das vezes o sistema entra no modo de emergência, liberando apenas a terceira marcha e a ré, e bloqueando as demais. Quando isso ocorrer, evite continuar circulando com o carro. O ideal é guinchá-lo até uma oficina especializada”, orienta.

Custo

O custo para a manutenção simples (troca de óleo e filtro) na caixa automática varia de R$ 300 a R$ 800. Já a reparação de todo o mecanismo, por uma problema causado pela falta de revisão, por exemplo, vai de R$ 4 mil a R$ 7 mil. Na opção automatizada, a manutenção sai por R$ 300, enquanto que na reparação o cliente terá de desembolsar de R$ 1,5 mil a R$ 5 mil.

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