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Eficiência

Carros vendidos no Brasil terão selo de poluição; veja os menos poluentes

Etiquetagem fornecida pelo Inmetro classifica o consumo e a emissão de gases nocivos ao meio ambiente e estará presente em 91% dos modelos a partir de maio

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(Foto: Divulgação/)

A partir de maio, todos os automóveis novos comercializados no país terão o selo de eficiência, fornecido pelo Inmetro, que classifica o consumo e a emissão de poluentes. Até então, apenas cinco montadoras tinham aderido ao modelo. Com a reformulação do programa, que chega ao seu oitavo ciclo, agora são 35 montadoras e importadoras que disponibilizam seus veículos a serem classificados pela entidade.

Segundo o Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), a etiquetagem atinge 91% dos veículos comercializados no país e, até o final do ano, todos os carros serão etiquetados. Ou seja,a regra contempla atualmente 795 modelos e versões. Ao longo do primeiro semestre do ano, outros 131 modelos e versões serão incluídos, fechando 2016 com 926 veículos enquadrados no programa.

O governo, em 2013, definiu uma meta para a etiquetagem de veículos. A expectativa era que 81% dos veículos fossem classificados. A meta estava presente no programa InovarAuto, com o objetivo de incrementar os investimentos em tecnologia no Brasil. “É um programa que está incentivando o aumento da eficiência e da performance dos veículos”, afirma Luís Fernando Panelli César, do Inmetro.

A eficiência é definida por categorias. Assim, os carros são classificados entre as notas A e E, sendo a primeira a mais eficiente, nos diversos tipos: compactos, minivans, esportivos, fora de estrada, entre outros.

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Uma novidade do oitavo ciclo é a entrada dos veículos leves a diesel (picape, SUV e fora de estrada), que também estarão etiquetados a partir do dia 1.º de maio,além da inclusão de duas novas categorias: picape e os microcompactos (veículos com até seis metros de comprimento). Ao total, 14 categorias compõem o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV).

“Na hora de escolher o seu carro, o consumidor encontrará de forma mais clara as informações de eficiência energética, que vão impactar no consumo em toda a sua vida útil, e poderá escolher o modelo menos poluente e mais econômico. O objetivo é estimular que o cidadão procure a etiqueta para comparar veículos de uma mesma categoria, auxiliando-o a tomar uma decisão de compra consciente”, diz Alfredo Lobo, diretor de Avaliação da Conformidade do Inmetro.

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Limites exigidos pelo InovarAuto

De acordo com o regime automotivo InovarAuto, implementado pelo governo federal em 2012, até o fim de 2017 cada automóvel novo deve emitir, em média, 135 gramas de CO2 (dióxido de carbono) por quilômetro rodado, meta que aproximaria os veículos brasileiros aos de países desenvolvidos.

A Europa define atualmente 130 g/km de CO2 e exigirá 95 gramas até 2021. Já nos EUA, a exigência é de 154 g. O CO2 é o maior responsável pelo efeito estufa, responde por 50% do aquecimento global.

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Já em relação ao consumo de combustível,o InovarAuto prevê, até o fim de 2017, que todos os veículos novos façam, em média, 15,9 km/l de gasolina e 11 km/l de etanol.

A obtenção desses índices pelas montadoras será traduzida em redução da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

A tabela do PBEV, com a lista de todos os modelos e a suas respectivas classificações, já está disponível na página do Inmetro .

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