
No início da década, as minivans ocuparam o lugar das peruas na preferência da família brasileira. O Citroën XSara Picasso, por exemplo, fez muito sucesso à época e chegou a ser produzido no Brasil de 2001 a 2012. Mais tarde, os monovolumes sentiriam o mesmo golpe com a chegada dos utilitários esportivos compactos. Hoje, os suvinhos dominam as vendas entre os veículos com proposta de levar pais e filhos.
Mas a Citroën parece não se incomodar com a tendência e continua a valorizar as minivans. A marca lança a nova geração do C4 Picasso, um veículo de porte médio que mira o cliente em busca de algo a mais em requinte e espaço do que pode oferecer os utilitários menores.
O modelo está na segunda geração. As vendas começam em novembro, porém é possível efetuar a reserva. Os preços partem de R$ 110 mil na versão Sedution, pula para R$ 117,9 mil na Intensive e chega aos R$ 120,9 mil e 127,9 mil na configuração Grand C4 Picasso, que se diferencia pelos 7 lugares, maior entre-eixos (2,78 m contra 2,84 m) e comprimento (4,43 m ante 4,60 m), desenho dianteiro menos esportivo e lanterna traseira diferente.
A marca espera vender 850 unidades por ano - média de 70 carros/mês. A estimativa é de que 70% seja da versão de 5 lugares e 30% , da 7.
Moderno
Sucesso na Europa desde quando surgiu em 2013, o novo C4 Picasso chama a atenção pelo visual futurista. É impossível não reservar alguns minutos para apreciar todas as soluções apresentadas pelo carro. Na verdade, a marca francesa tem tradição em desenhar projetos nada convencionais.
De cara, a frente se destaca pelo conjunto óptico formado por leds e lanternas com efeito dos elementos de iluminação em 3D. As luzes diurnas na parte alta da dianteira têm sido um expediente adotado por outras marcas, como a Jeep no novo Cherokee e a Fiat, na futura picape Toro.
Por dentro, a minivan entrega extrema sofisticação. O quadro de instrumentos é virtual e personalizável, com tela de 12 polegadas (no centro do painel como visto no antigo C4 Pallas). Dá para escolher cores e formatos dos mostradores e os dados a serem projetados. Os comandos são ativados por um outra tela, de 7”sensível ao toque, localizada logo abaixo da maior.
Primeira classe
Além do espaço amplo que acomoda confortavelmente os ocupantes, o banco do passageiro da frente traz como mimo um apoio para os pés acionado eletricamente.
É possível até deitar o banco de forma muito semelhante à de uma poltrona de primeira classe de avião, ficando quase na horizontal.
A versão Intensive tem farta lista de opcionais, que agrega mais requinte ao veículo, como o imenso teto de vidro que, juntamente com o grande para-brisa, deixa a cabine bastante iluminada.
Há assentos de couro com regulagens elétricas e massageadores, câmeras que captam imagens em 360° e sistema de auxílio à manobras que estacionar o carro em vagas a 90°. Com esses itens, porém, a tabela passa dos R$ 140 mil.

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