
A paixão pela Ferrari é um sentimento que não se vê na mesma proporção em outra marca automotiva. São milhares de ferraristas pelo planeta, organizados em grupos ou não, que fazem a idolatria pela fabricante italiana se perpetuar por gerações.
No Brasil, não é diferente. E boa parte deste fascínio está concentrado em Curitiba. A cidade abriga a sede do único clube oficial da marca na América do Sul, que tem mais de 400 tifosis (como são conhecidos os fãs, em italiano) e pelos menos 200 deles morando na capital paranaense.
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A Scuderia Ferrari Club Curitiba-Brazil é uma das 186 credenciadas pela Ferrari (146 na Itália e 40 em outros 19 países), sob o controle da divisão de gestão esportiva da Ferrari. “Atualmente somos o quarto clube mais numeroso. Fundamos o grupo no Brasil em 1983, quando existiam somente 23 no planeta”, diz o ítalo-brasileiro Walter Antonio Petruzziello, 66 anos, responsável pelo surgimento da entidade por aqui e que mora em Curitiba desde 1967.
Ele conta que a ideia veio depois de tentar fazer uma visita à fábrica em Maranello, na Itália, no início da década de 1980, quando voltava do Grande Prêmio de Ímola de Fórmula 1. “Cheguei à entrada da sede e o segurança me perguntou seu eu fazia parte do Clube Ferrari (como a associação de fãs era conhecida na época). Ele disse que o passeio era permitido apenas a membros da entidade. Resolvi então criar o clube para conseguir entrar numa outra oportunidade”, relembra Petruzziello.
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No início, usou apenas familiares para compor o quadro diretivo da entidade que acabara de criar e assim manter a agremiação ativa com a Ferrari. “O clube tem uma cota de 200 euros (R$ 875, em valores atuais) que precisa ser paga à Ferrari todos os anos. Para não tirar do bolso, fui atrás de interessados em participar”, explica o advogado e dono do restaurante italiano La Scuderia (é claro!), que também já exerceu o cargo de suplente no senado italiano.
Não demorou para ele conquistar novos adeptos. E o curioso é que muitos destes fervorosos fãs nem sequer têm ou tiveram um dia um modelo com emblema do cavalinho rampante na garagem. São simplesmente admiradores da marca. O próprio Petruzziello não tem uma Ferrari em tamanho real, mas 1,3 mil miniaturas de diferentes escalas.
O sócio do Scuderia Club tem direito a fazer parte da ‘Família Ferrari’, com direito a carteira de identificação personalizada. Para se associar basta solicitar através do e-mail curitiba@scuderiaferrari.club e pagar uma taxa anual de R$ 150, que dá direito a um kit de mimos todos os anos e a uma série de benefícios (leia mais abaixo).
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Como a mulher ainda vive na Itália, em Roma, ocupando um cargo no consulado brasileiro, Petruzziello viaja com frequência para a Europa e aproveita para usufruir das vantagens garantidas pela carteirinha. Ele é nascido em Pratola Serra, na Província de Avellino, região da Campania.



