Depois de ter sido revelado durante o Salão de Detroit, no início deste ano, o novo Ford Fusion é lançado no Brasil com as vendas iniciando em outubro.
Importado do México, o sedã médio-grande recebeu pequenas mudanças no visual e grande aparato tecnológico, como a direção semi-autônoma e a terceira geração do sistema multimídia Sync, que se conecta de vez ao mundo dos smartphones (Apple CarPlay e Android Auto).
Os preços variam R$ 121.500 a R$ 154.500 (contra R$ 114.400 a R$ 149.900 da linha anterior), valores aparentemente salgados, mas que a marca considera adequados ao que o modelo entrega para os clientes. Sem dúvida, o pacote de equipamentos é bem completo, e até melhor que o de concorrentes premium, como BMW Série 3, Classe C e Audi A3.
O Fusion 2017 é oferecido nas versões 2.5 flex, de 175/ 167 cv e 24,1/ 23,2 kgfm de torque (etanol/ gasolina) e 2.0 turbo Ecoboost, de 248 cv e 39 kgfm, somente a gasolina e com injeção direta de combustível. Ambos são administrados pelo câmbio automático de seis marchas e ficaram até 7% mais econômicos, segundo a fabricante.
No quesito consumo, o sedã rende 6,0/ 8,6 km/l na cidade e 8,5, 12,3 km/l na estrada (etanol/ gasolina) no propulsor 2.5 flex. Já o 2.0 EcoBoost faz 8,6 km/l no ciclo urbano e 11,7 km/l no rodoviário com gasolina.
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Há ainda paddle shift (borboletas) para trocas de marchas atrás do volante nas configurações EcoBoost e função ‘Low’ na bicombustível para acionamento do freio-motor quando necessário. As versões mais em conta usam tração dianteira, enquanto a topo de linha Titanium pode vir com tração integral.
Segurança em primeiro lugar
O incremento no pacote de segurança e a presença da tecnologia semi-autônoma são as principais novidades no carro. Os recursos auxiliam na condução e atuam para prevenir ou reduzir os danos de acidentes causados por distração ou cansaço do motorista.
Destaque para o assistente de frenagem automática com detecção de pedestres, acionado por radar e sensores. É o primeiro do seu segmento a oferecer tal equipamento, que ajuda a evitar atropelamentos e colisões.
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Já o controle de cruzeiro adaptativo com função ‘stop and go’ freia e acelera o veículo automaticamente conforme o ritmo do trânsito à frente - o carro chega a parar caso o tráfego esteja imóvel e entra em movimento sozinho conforme o fluxo avança.
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A lista inclui cinto traseiro infláveis; monitoramento de ponto cego; auxílio de permanência em faixa, que corrige automaticamente a direção do volante, assim como no novo Chevrolet Cruze e Audi A3 Sedan - a nova Ford Ranger também conta com o dispositivo; sistema de detecção de fadiga do condutor; freios regenerativos; alerta de colisão com assistente de frenagem e sistema de estacionamento automático.
O nível de sofisticação está presente também na grade dianteira com controle ativo, que se fecha ou abre, dependendo da velocidade, para melhorar a aerodinâmica e o consumo; e no novo seletor de marchas em formato de um botão giratório (a alavanca foi aposentada), idêntico ao usado pela Jaguar e Land Rover. Aliás, este é única alteração importante dentro da cabine.
Tapa no visual
Por fora, a mudança visual é quase imperceptível num primeiro olhar. Na verdade, foi apenas uma atualização de meia-vida da atual segunda geração, que estreou em 2013.
Os faróis foram ligeiramente redesenhados, recebendo um pequeno degrau na parte inferior e dois blocos elípticos na parte interna. O conjunto se completa com luzes diurnas em led posicionadas nas bordas. A grade frontal cromada está mais estreita e larga nas laterais.
Na traseira, o retoque foi mais significativo, agora com a presença de um friso cromado que atravessa a tampa do porta-malas e invade as lanternas, que são em led.
Hybrid em outubro
A apresentação do Fusion Hybrid ocorrerá em outubro, em um evento separado , quando será anunciada o preço da versão ‘verde’. Nos EUA, o modelo teve uma remapeamento do software para favorecer uma condução mais suave e ajustes no motor elétrico, que permitirão maior economia de combustível.



