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Insegurança aumenta procura por blindagem de veículos

Em 2013, esse tipo de proteção teve uma elevação de 21,13%. Curitiba possui apenas uma empresa no segmento, que prepara cerca de 20 veículos por mês

O processo de proteção exige que os vidros sejam retirados para a colocação de produtos mais resistentes. O peso dos carros aumenta em média 180 kg. | Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo
O processo de proteção exige que os vidros sejam retirados para a colocação de produtos mais resistentes. O peso dos carros aumenta em média 180 kg. (Foto: Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo)

A blindagem é uma opção aos motoristas das grandes cidades que buscam evitar tentativas de roubo a mão armada e outras situações de risco. Com o aumento da sensação de insegurança no país, o procedimento apresentou um salto de 21,13%, indo de 8.384 modelos em 2012 para 10.156 em 2013 em todo o Brasil, conforme o último levantamento da Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin).

Embora o Paraná não figure entre os estados campeões neste processo, Curitiba conta com uma empresa especializada neste segmento: a LAF Blindadora, que fabrica por mês uma média de 20 veículos com proteção balística. De acordo com o diretor de marketing, Fernando Okamoto, 80% dos clientes se concentram na capital, enquanto os demais vêm do interior do estado e de Santa Catarina.

O perfil é formado por pessoas de alta renda, mas também por empresas que blindam os carros para o transporte de presidentes e diretores. Segundo Okamoto, em casos de crimes de maior repercussão, a busca pelo serviço costuma aumentar. Em sua maioria, os veículos que passam pelo processo são os SUVs de luxo e sedãs médios e grandes. Os utilitários mais protegidos são o Land Rover Range Rover Evoque e o Jeep Grand Cherokee. Entre os sedãs, as marcas com maior demanda são Audi, BMW e Mercedes-Benz. Mas isso não significa que carros abaixo dos R$ 100 mil, ou até mais compactos, não passem pelo processo.

“Hoje, qualquer carro pode ser blindado, desde o Evoque até a VW Saveiro, o Ford New Fiesta e o Hyundai HB20. A segurança não tem preço e muitos estão dispostos a pagar pela blindagem o mesmo valor gasto com o veículo. Tudo para ter mais tranquilidade”, afirma Okamoto. Os únicos carros que não podem ser blindados são os conversíveis e os com a carroceria a base de fibra, a exemplo do Troller T4.

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Diferentes níveis

Aos civis, há quatro níveis permitidos de blindagem: o I, capaz de aguentar armas com calibres 32 e 38, mas vulnerável a armas mais potentes; o II e o II-A, que aguentam desde disparos de pistolas de 9 milímetros até a Magnum 357; e o III-A, que é o com a maior capacidade disponível aos clientes – suporta tiros da Magnum 44 e de submetralhadoras. O nível III pode ser instalado apenas com autorização das Forças Armadas, enquanto o IV é usado somente pelas Forças Armadas e por chefes de estado.

A LAF Blindadora oferece aos clientes somente a opção de nível III-A, principalmente devido à demanda do mercado – no Brasil, ela corresponde a 95% das blindagens. O preço gira em torno dos R$ 58 mil.

Este processo leva cerca de 30 dias e exige que o veículo seja completamente desmontado. De original, sobra só o trem de força. A carcaça é reforçada e os vidros são trocados para aguentar os disparos. “O nosso trabalho é exatamente como de uma montadora. Os carros vêm para nós com várias tecnologias, que são mantidas para que os clientes possam usá-las normalmente. Não há alteração nas características do veículo”, garante Okamoto.

O Brasil é o número um em carros blindados

Cada vez mais aumenta o número de carros blindados no país, o Brasil já conta com mais de 20 mil veículos que passaram pela blindagem.

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