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Nissan Versa e March ganham câmbio CVT em junho

Modelos passarão a contar com o câmbio automático na motorização 1.6. Preços deverão ficar de R$ 4 mil a R$ 5 mil mais caros que as versões manuais equivalentes

 | Fotos: Nissan/Divulgação
(Foto: Fotos: Nissan/Divulgação)

A Nissan decidiu fazer de 2016 o seu ano mais importante no Brasil. Além de patrocinar os Jogos Olímpicos do Rio, a marca também ganhará visibilidade com lançamentos automotivos que prometem mexer com o mercado. Um deles é o crossover Kicks, que a montadora aposta que será o seu carro-chefe em vendas a partir de 2017. O outro é, enfim, a adoção de um câmbio automático nos compactos March e Versa, que será do tipo CVT e estará disponível a partir de junho.

Se no Kicks ainda teremos de esperar o lançamento para saber como será seu comportamento dinâmico, no caso da transmissão que dispensa a embreagem já pudemos avaliar o seu ‘casamento’ com o motor 1.6, de 111 cavalos e 15,1 kgfm, o único que receberá a caixa de relação continuamente variável - não há previsão do CVT para o o bloco 1.0, de três cilindros.

É provável também que ela equipe o Kicks, que chegará às lojas na época da Olimpíada do Rio - a marca japonesa é a patrocinadora oficial do evento -, mas já no próximo dia 3 de maio começa a liderar o comboio do revezamento da tocha olímpica.

RELEMBRE: Nissan Versa ganha nova cara e motor

Chamada de Xtronic CVT, a caixa já equipa modelos compactos da montadora no mercado lá fora e teve de passar por um desenvolvimento para receber a opção bicombustível.

A Nissan diz que este CVT representa “um passo além do que se oferece no segmento”, especialmente no desempenho de aceleração e na faixa de relação de marchas, que foi ampliada.

Preços ainda não foram antecipados, mas a expectativa é de que as versões automáticas custem de R$ 4 mil a R$ 5 mil a mais do que as equivalentes com câmbio manual.

O CVT chegará credenciado pela nota A do Inmetro, que registrou média de 11,6 km/l (trajeto urbano) e 14,5 km/l (rodoviário) para o March, e 11,6 km/l e 14,1 km/l para o Versa, ambos abastecidos com gasolina.

Como anda

Tivemos a oportunidade de rodar num pequeno trajeto com um protótipo do Versa CVT. E a impressão foi a melhor possível. O sedã feito em Resende (RJ) tem comportamento de sedã médio.

As repostas nas acelerações e retomadas são mais diretas do que os modelos dotados de CVT que temos no mercado, como o próprio Nissan Sentra, além de Toyota Corolla e Honda City.

Há um melhor uso do regime de rotações do motor, com o giro a 2.000 em velocidade cruzeiro de 120 km/h. Nas descidas, o sistema reduz a velocidade de maneira adequada, auxiliando o freio motor.

Além disso, o Versa CVT não apresentou morosidade e trancos ao sair de trás de um caminhão e realizar a ultrapassagem. No trajeto urbano, o sedã também se destacou por ser esperto quando exigido.

A nova caixa conta ainda com o recurso de overdrive (posição L), que traciona o carro para arrancadas mais firmes em subidas.

O Versa estava abastecido com etanol e anotou em seu computador de bordo 7,8 km/l de média, rodando em baixas rotações. Nos dados oficiais da marca, os índices são 7,7/10,3 km/l (etanol/gasolina).

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