
A tendência migratória do campo para a cidade das picapes também chegou à linha 2017 da Ford Ranger. O modelo recebe refinamento na cabine e tecnologias usadas no Focus e Fusion, investe em segurança, além de adotar um visual dianteiro mais amigável com o consumidor urbano. Porém, assim como a nova geração da Toyota Hilux, além da Chevrolet S10 (que ganhará facelift em maio) e da Volkswagen Amarok, a brutalidade típica dos modelos de caçamba continua disponíveis quando necessária.
A Ranger 2017 desembarca nas lojas em maio, mas a marca já trabalha com a pré-venda de 350 unidades. Os preços vão de R$ 99.500 a R$ 118.500 na opção flex e de R$ 129.900 a R$ 179.900 na diesel. Todas com cabine dupla.

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A Ford anuncia a nova Ranger como ‘a melhor de todos os tempos’. O discurso está vinculado, principalmente, à evolução estrutural e na segurança.
A picape agora freia e acelera sozinha, alerta o motorista para mudanças indevidas de faixa de rolamento e desliga automaticamente o farol alto ao cruzar com um veículo em sentido contrário.
As novidades são inéditas entre as picapes brasileiras e estão disponíveis na Limited 4x4 3.2 diesel automática. A versão topo de linha responderá por boa parte dos 70% do mix de vendas vindos do bloco a diesel, prevê a Ford.
Na cabine, destaque para o painel de instrumentos com duas telas digitais configuráveis, trazido também do Fusion. O sistema multimídia SYNC 2 vem com um enorme monitor de 8 polegadas nas versões mais caras (4,2” nas de entrada), com sistema AppLink para acessar uma série de aplicativos, disponíveis para os sistemas Android e iOS.
O novo desenho interno reforça a impressão de conforto de um carro de passeio. O modelo manteve o amplo espaço, na frente e atrás, sendo um dos pontos altos da Ranger.
Toda a linha passa a oferecer sete airbags, controle eletrônico de estabilidade e de tração, alerta sonoro de cinto de segurança, encosto de cabeça para todos os ocupantes e ancoragem Isofix para cadeira infantil.
Outra mudança que irá agradar o motorista é a troca da direção hidráulica pela elétrica progressiva, que deixa as manobras leves como se fossem feitas no Ka e a condução firme na estrada como no Fusion. As trepidações do volante em pavimentos mais hostis são amenizadas pelo sistema de compensação de vibração.
Retoque na aparência
Visualmente, as mudanças concentram-se na grade frontal em formato hexagonal e unida à inferior por uma barra cromada, reforçando a robustez. Os faróis ficaram mais estreitos. A traseira não foi mexida e manteve as lanternas no sentido vertical.
A Limited traz rodas de liga leve aro 18 com nova aparência – antes elas eram aro 17. A Ford passa a oferecer também a pintura metálica vermelho Toscana.
Mais forte
As motorizações flex e diesel também passaram por modificações para reduzir o nível de ruído e de vibração e melhorar o consumo de combustível. Há novos bicos injetores, turbocompressores e o desenho das válvulas.
O propulsor 2.5 Duratec flex vem agora com o sistema eletrônico de partida, que dispensa o tanquinho auxiliar de gasolina. A potência é de 173/168 cv, com 24,5/23,9 kgfm de torque, aliado ao câmbio manual de 5 velocidades.
São duas opções na diesel. A 2.2 Duratorq, que ganhou mais 10 cv e pulou para 160 cv, com força de 38,5 kgfm disponíveis logo aos 1.600 rpm. E a 3.2, de 200 cv e 47,0 kgfm torque, administrada pela transmissão manual ou automática, ambas de 6 marchas.
A Ford afirma que as mudanças no conjunto mecânico, aliadas à direção elétrica e aos pneus de baixa resistência à rolagem, deixaram a Ranger até 15% mais econômica comparada à linha anterior.
No entanto, o motor 3.2 ainda é do projeto antigo, ou seja, continua a ser ‘beberrão’, não passando de 10 km/l na estrada, o que é pouco para um bloco a diesel. De consolo, o fato dele entregar mais força em relação às rivais.
*O jornalista viajou a convite da Ford



