
O Peugeot 408 acaba de passar por um facelift para, enfim, brigar no concorrido segmento de sedãs médios. Atualmente, ele não figura nem entre os dez primeiros em vendas - fechou novembro com apenas 1.295 unidades emplacadas em 2015.
FICHA TÉCNICA: Compare o Peugeot 408 com os seus principais concorrentes
Por isso, o três volumes incorpora interessantes novidades para sair do ostracismo. A começar pelo visual. A grade exibe um formato maior, inspirada em modelos europeus da Peugeot , como o 308 francês, e volta a receber o emblema do leão (antes fixado no capô). Há também mais detalhes cromados para valorizar a aparência.
A linha perde a versão manual de entrada. Agora parte da configuração Allure, por R$ 75.990, e chega à Griffe, por R$ 86.990. Ambas estão R$ 1 mil mais caras que as antecessores.
A diferença de preço é mínima, considerando melhorias como seis airbgs, controle de estabilidade e a nova central multimídia com espelhamento para smartphone (Android e Apple) e função jukebox de 16 GB de memória interna para armazenar músicas e fotos.
Motor 1.6 THP
O 408 adota na versão Griffe o motor 1.6 THP (turboflex), já usado pelo novo 308 e o crossover 2008. O bloco rende 173 cv e é associado à nova transmissão automática de seis marchas, com a opção de trocas sequenciais. O câmbio vem com o modo Sport e a função ECO, que reduz o consumo em até 7,5%, e teve a relação alongada em 11%.
Há ainda um redutor de tração, que diminui as vibrações em marcha lenta quando a transmissão está na posição ‘Drive’ (ideal em paradas no semáforo).
O bloco 2.0 aspirado flex, de 151 cv, ficou restrito ao Allure, que manteve o antigo câmbio automático de seis velocidades. As suspensões tiveram os amortecedores e as articulações retrabalhados para deixar a condução mais confortável e silenciosa.
Marca ‘renova’ concessionários para melhorar atendimento
Quem entra num carro da Peugeot pela primeira vez se surpreende pelo ótimo nível de acabamento, design moderno do painel e quadro de instrumentos, sem contar que por fora o portfólio da marca francesa tem se superado a cada lançamento.
Então por que os modelos não estão entre os mais vendidos em seus segmentos? O motivo principal não seria o preço. A tabela se equivale aos dos concorrentes. Manutenção cara? Também não, já que a montadora pratica valores fixos de revisão, dentro da média de mercado.
A reposta estaria na rede de concessionários, que tem dificuldade para‘vender’ como deveria os seus produtos. A própria Peugeot reconhece a deficiência e já realiza um forte trabalho de renovação com os autorizados.
A exceção está nas lojas do Sul do país, especialmente as do Paraná, que são consideradas pela marca como as mais eficientes. “Enquanto no Brasil temos apenas 1% de mercado, na região Sul alcançamos 6% da fatia”, ressalta Giuliano Mingatto, chefe de Produto - veículos PSA Peugeot Citroën.



