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Operação Anomalia 3

Policiais militares do RJ são presos pela PF por suspeita de ligação com o tráfico

Polícia Federal
Investigação aponta que agentes utilizavam suas prerrogativas de função para "atuar em benefício do crime organizado". (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

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A Polícia Federal prendeu seis policiais militares do Rio de Janeiro nesta quarta-feira (11) durante a terceira fase da Operação Anomalia, que investiga a ligação deles com tráfico de drogas e milícias no estado. A ação se soma às outras duas deflagradas nesta semana que levaram à prisão um delegado da própria corporação e agentes da Polícia Civil.

A operação cumpriu sete mandados de prisão e sete de busca e apreensão em bairros da capital fluminense e nos municípios de Nova Iguaçu e Nilópolis. As ordens judiciais foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e ocorrem com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar.

“Os elementos probatórios colhidos durante as apurações revelaram que os policiais militares alvos da operação se utilizavam das prerrogativas da farda e da função pública para atuar em benefício do crime organizado”, afirmou a autoridade em nota.

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Além das prisões, o STF determinou o afastamento imediato das funções públicas de todos os investigados e autorizou a quebra do sigilo dos dados armazenados em equipamentos eletrônicos apreendidos durante as buscas. Os investigados usavam a estrutura e a autoridade do cargo para favorecer atividades ilegais.

As investigações também apontam que o grupo teria atuado para proteger e facilitar operações do tráfico e de milícias em determinadas áreas do estado.

“A investigação evidenciou uma estrutura voltada não apenas à facilitação logística para o tráfico e milícias, mas também à blindagem de criminosos e à ocultação do proveito econômico ilícito”, completou.

Caso as suspeitas sejam confirmadas, os policiais poderão responder por crimes como organização criminosa, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. As acusações envolvem tanto o favorecimento direto a criminosos como o recebimento de vantagens ilegais.

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As três fases da Operação Anomalia fazem parte das investigações conduzidas pela força-tarefa “Missão Redentor 2”. O grupo foi criado para cumprir diretrizes definidas pelo STF no âmbito do julgamento da ADPF 635, conhecida como “ADPF das Favelas”.

Segundo a Polícia Federal, o objetivo central da iniciativa é fortalecer a produção de inteligência policial para enfraquecer organizações criminosas que atuam no tráfico de drogas e armas. A estratégia também busca cortar vínculos entre facções e agentes públicos que possam facilitar as atividades ilegais.

“A ação estabelece a atuação uniforme da PF na produção de inteligência para neutralizar facções ligadas ao tráfico de drogas e armas, promovendo a asfixia financeira de tais organizações e o corte sumário de suas conexões com agentes do Estado”, informou.

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