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O cantor sertanejo Rick, de 59 anos, faleceu após a queda do helicóptero em que viajava na serra de Santa Catarina. Os destroços foram localizados na terça-feira (22) pelo Corpo de Bombeiros, que confirmou a morte dos cinco ocupantes, grupo composto pelo cantor, o empresário Bruno Avelar, o piloto, o copiloto e um videomaker.
As buscas foram realizadas por equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), da Polícia Militar, da Defesa Civil e da Força Aérea Brasileira (FAB). O trabalho ocorreu em uma área de difícil acesso, marcada por chuva e baixa visibilidade.
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Rick estava no helicóptero a caminho de São Joaquim
O voo tinha como destino São Joaquim, onde Rick e Bruno Avelar tinham um encontro marcado com o prefeito José Teodoro de Sena Amaral, conhecido como Dorinho. O compromisso estava previsto para o horário do almoço e, segundo informações divulgadas pela prefeitura, o grupo deveria chegar à região por volta do meio-dia.
Rick não estava acompanhado do parceiro Renner. De acordo com a assessoria da dupla, os dois não tinham compromisso profissional conjunto previsto para segunda-feira e, por isso, seguiram trajetos diferentes.
A aeronave pertence à JTA Empreendimentos e Urbanismo. Segundo informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), trata-se de um Bell 430 fabricado em 2001, modelo bimotor com capacidade para sete passageiros e um piloto. O registro consultado indicava situação regular da aeronave, com Certificado de Aeronavegabilidade Padrão válido e certificado de operação com vencimento em agosto de 2027.
A propriedade do helicóptero também foi mencionada pela JTA em uma manifestação sobre o caso. A empresa informou que a aeronave havia sido emprestada a Bruno Avelar e Rick e pediu cautela na divulgação de informações ainda não confirmadas.
Buscas pelo helicóptero desaparecido se concentraram em dois pontos
O Corpo de Bombeiros informou que a operação começou depois de um chamado recebido por volta das 16h de segunda-feira (21) sobre uma possível ocorrência com uma aeronave na região de Urubici. Inicialmente, os bombeiros foram até a localidade de Vacas Gordas, apontada como possível área de queda. Nenhum vestígio do helicóptero foi encontrado no ponto.
As equipes passaram então a se deslocar para uma segunda área, próxima a São Joaquim, onde foi registrado o último sinal de celular de um dos ocupantes. De acordo com o CBMSC, os dois pontos ficam a cerca de 30 quilômetros de distância.
Em declaração divulgada pela corporação, a comandante do 5º Batalhão de Bombeiros Militar, tenente-coronel Eloísa, afirmou que uma equipe chegou ao primeiro ponto indicado e não encontrou sinais da aeronave.
O trabalho por terra envolveu cerca de 20 bombeiros militares e viaturas com tração 4x4, utilizadas para acessar áreas de terreno mais difícil. A previsão inicial era reforçar a operação com um cão de busca e resgate.
A FAB também foi acionada. Na operação, foram empregados helicópteros Black Hawk e uma aeronave SC-105 Amazonas, equipamentos destinados a missões de localização e resgate em diferentes condições de terreno e ambientais.
Segundo informações divulgadas posteriormente, as buscas também passaram a contar com drones e equipes de diferentes unidades dos bombeiros. A operação se concentrou na tentativa de delimitar a área de maior probabilidade de localização da aeronave, a partir dos sinais registrados durante o trajeto.



