Duas empresas ligadas à família do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, teriam sociedade até meados de 2025 com um fundo de investimento associado a suspeitas de fraudes atribuídas ao Banco Master. As informações constam em registros oficiais analisados pelo jornal Folha de S. Paulo.
O fundo Arleen aparece como sócio da Tayayá Administração e Participações. Essa empresa é responsável por um resort localizado em Ribeirão Claro (PR), que já teve participação acionária de familiares de Toffoli. Além disso, o mesmo fundo também realizou aportes na incorporadora DGEP Empreendimentos, sediada na mesma cidade, que tinha entre seus sócios um primo de Toffoli.
Contudo, a relação com o caso Banco Master não é direta e nem envolve, até o momento, investigação sobre os familiares de Dias Toffoli. No entanto, a conexão ocorre por meio de uma cadeia de investimentos. O fundo Arleen foi cotista do RWM Plus, que recebeu recursos de outros fundos, como o Maia 95, citado pelo Banco Central como parte de uma suposta rede de fraudes envolvendo o banco controlado por Daniel Vorcaro.
Agricultores europeus protestam contra acordo UE–Mercosul
Agricultores franceses mantêm bloqueios em rodovias e na entrada do porto de Le Havre em protesto contra o acordo entre União Europeia e Mercosul. A mobilização reúne produtores rurais contrários aos termos do tratado, que consideram prejudicial ao setor agrícola europeu.
Segundo o sindicato Jovens Agricultores, cerca de 300 manifestantes participam da ação no porto, onde passaram a fiscalizar caminhões para permitir apenas a circulação de produtos que atendam às regras de produção adotadas na França. Veículos de funcionários do porto seguem liberados.
Ainda, o sindicalista afirmou que os bloqueios devem continuar enquanto houver respaldo dos próprios manifestantes e tolerância das forças de segurança. Apesar de os embaixadores da UE terem dado aval ao acordo na sexta-feira (9), com voto contrário da França, Lemaitre disse que ainda existem meios para tentar barrar a implementação do tratado.
Regime do Irã reprime manifestantes e ameaça atacar EUA
O Irã afirmou que poderá atacar Israel e bases militares dos Estados Unidos caso seja alvo de um bombardeio norte-americano. A declaração foi feita neste domingo (11) pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, segundo a agência Reuters.
De acordo com a ONG Human Rights Activists News Agency, ao menos 490 manifestantes e 48 agentes de segurança morreram durante as manifestações contra o regime do aiatolá Ali Khamenei. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, acusou os Estados Unidos e Israel de promoverem “caos e desordem” no país ao incentivar confrontos nas ruas. Ele também pediu que a população se afaste do que chamou de “badernistas e terroristas”.
Apesar disso, Pezeshkian afirmou que o governo está disposto a dialogar com a população e a enfrentar os problemas econômicos que afetam o país. Do lado norte-americano, o presidente Donald Trump voltou a ameaçar intervenção caso o regime iraniano reprima manifestantes pacíficos. Trump afirmou em publicação na rede Truth Social que o Irã busca liberdade e que os Estados Unidos estão “prontos para ajudar”.
Veja os destaques do Café com a Gazeta do Povo desta segunda-feira (12)
- DINAMARCA VÊ “ENCRUZILHADA” EM TENSÃO COM EUA PELA GROENLÂNDIA;
- PRESIDENTE DA ARGENTINA REJEITA DIÁLOGO COM LULA SOBRE VENEZUELA;
- GOVERNO LULA SUPERA BOLSONARO EM NEGATIVAS POR SIGILO NA LAI;
- LULA PEDE FIM DO “PRECONCEITO ENTRE ESQUERDA E DIREITA”;
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