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Após acordo com defesa

CPMI do INSS adia depoimento de Vorcaro para depois do Carnaval

CPMI do INSS adia depoimento de Vorcaro para depois do Carnaval
Defesa de Vorcaro teria garantido ao presidente da CPMI que empresário prestará depoimento de forma voluntária, sem recorrer a habeas corpus. (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

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O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta terça-feira (3) que o depoimento de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi adiado para o próximo dia 26, depois do Carnaval. A oitiva estava marcada para esta quinta (5).

Inicialmente, Viana havia dito em uma coletiva de imprensa que a oitiva ocorreria no dia 19, contudo, após a confirmação da agenda do colegiado, a data estabelecida foi dia 26.

A comissão deve ouvir o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, na data que estava reservada para Vorcaro. A mudança ocorreu após a defesa alegar que o banqueiro está com problemas de saúde.

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Viana disse que os advogados não especificaram qual seria o impedimento, mas garantiram que Vorcaro pretende comparecer de forma voluntária, sem recorrer a um habeas corpus junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para evitar a oitiva.

O senador detalhou que conversou pessoalmente com o ministro Dias Toffoli, que concordou em liberar o deslocamento de Vorcaro de Belo Horizonte para Brasília, visto que o empresário cumpre medidas cautelares.

Viana declarou que, embora o clima atual seja de cooperação, a comissão não hesitará em utilizar a condução coercitiva caso o acordo seja rompido.

O senador também informou que Toffoli “se comprometeu” a liberar as informações das quebras de sigilos de Vorcaro que foram retirados da CPMI, assim que a Polícia Federal concluir a compilação dos dados, o que deve ocorrer em um prazo de duas a três semanas.

Paralelamente, Viana expressou insatisfação com a decisão do ministro André Mendonça, que manteve o caráter voluntário do depoimento do empresário Maurício Camisotti.

“Infelizmente, o Supremo entendeu que ele não é obrigado a vir, está preso. O habeas corpus para quem está envolvido em questões do INSS e tem colaborações a dar é motivo de crítica e insatisfação da nossa parte”, destacou.

O senador considera Camisotti um nome fundamental para o esclarecimento do esquema e afirmou que a Advocacia do Senado buscará novos recursos jurídicos para garantir sua presença obrigatória na comissão.

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