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A Novo Nordisk, fabricante das canetas com efeito emagrecedor Wegovy e Ozempic, anunciou que suspendeu temporariamente a operação da NovoCare Farmácia, sua plataforma de venda de medicamentos diretamente ao consumidor final. Com isso, a transação passa a depender de novo da intermediação do varejo farmacêutico, "parceiro estratégico da companhia".
"A farmacêutica segue acompanhando a evolução do cenário da saúde e buscando inovações que aprimorem a experiência do paciente. A companhia permanece comprometida com o avanço de iniciativas que ampliem o acesso a tratamentos para doenças crônicas graves, como obesidade e diabetes, em plena conformidade com as regulamentações locais aplicáveis", complementa a nota divulgada na Revista da Farmácia, mantida pela Associação do Comércio Farmacêutico do Estado do Rio de Janeiro (Ascoferj).
A tendência do D2C (direct to costumer, direto ao consumidor) vem atraindo as farmacêuticas, sobretudo diante das possibilidades de venda online. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda impõe restrições, mas já sinalizou que pretende avançar para a regulamentação da venda dos medicamentos em marketplaces como o Mercado Livre. A NovoCare Farmácia foi operacionalizada por meio de uma parceria com a AS Medicamentos.
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Em outros países, a Novo Nordisk avança: no México, a farmacêutica dinamarquesa fez uma parceria com o Mercado Livre e abriu uma loja virtual na plataforma. A fabricante lembra que trata-se de "uma iniciativa local, desenvolvida para aquele mercado e seu contexto regulatório e comercial". Nesta quarta-feira (15), foi divulgado ainda que a Comissão Europeia aprovou a primeira versão do Wegovy em comprimido.
As canetas de semaglutida, que imitam o hormônio GLP-1, estimulam a produção de insulina e, por isso, foram desenvolvidas originalmente para o tratamento de diabetes tipo 2, mas se popularizaram por outro efeito: o retardo do esvaziamento do estômago, prolongando a sensação de saciedade e, com isso, promovendo o emagrecimento.
Há, ainda, outro tipo de solução, o Mounjaro. Seu princípio ativo é a tirzepatida, que soma o GLP-1 ao GIP, produzindo um efeito mais potente. Ambas as classes dependem de prescrição médica e passam por uma onda de falsificações que tem atraído a atuação policial em todo o país.




