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A partir de 2027

Governo Lula avalia comprar dívidas antigas de famílias com dinheiro público

Governo Lula avalia comprar dívidas antigas de famílias com dinheiro público
Ministro da Fazenda diz que proposta será apresentada a Lula e pode começar a valer no início de 2027. (Foto: EFE/Sebastiao Moreira)

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (18) que o governo avalia a possibilidade de comprar as dívidas das famílias pelo Tesouro Nacional para conter o endividamento. A proposta será apresentada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas está prevista para o começo de 2027.

“Dado que nós vamos ter que fazer leilão, tem uma série de ritos a serem cumpridos, isso deve virar uma proposta do presidente Lula para a população para que a gente efetive a partir do começo do ano que vem”, disse Durigan em entrevista ao portal UOL.

Segundo ele, o Tesouro Nacional poderia comprar dívidas com mais de 5 anos por meio de leilões, sem comprometer a meta fiscal e o Orçamento.

“É possível, sim, que o Tesouro faça essa compra, desde que faça um leilão e obtenha o melhor benefício. Se os bancos já consideram essas dívidas como irrecuperáveis, é importante que a gente limpe o nome das pessoas, tratando isso com o menor impacto fiscal possível”, afirmou.

Questionado se o consumidor terá de pagar ao Tesouro Nacional, Durigan reforçou que a viabilidade das cobranças ou de quitação ainda serão avaliadas, mas citou que o governo tem a Empresa Gestora de Ativos (Emgea), empresa pública federal de recuperação de crédito, que poderá ser usada no novo programa.

O ministro afirmou que as duas edições do Desenrola, programa de renegociação de dívidas, foram “vacinas” para conter o recorde de endividamento herdado da pandemia durante o governo Bolsonaro (PL).

“O Desenrola 1 e 2 são vacinas ao endividamento que vem da pandemia… Como estamos falando de um volume grande, temos que seguir vacinando esse problema do endividamento e não mais falando em negociações. Temos que tratar de dívidas antigas”, pontuou.

Durigan ressaltou que o “desafio” do governo Lula é reduzir o nível de comprometimento de renda das famílias. “Nós não tivemos, diferente do governo anterior, um momento com juros negativos no país, que foi 2% que o Banco Central fixou, a gente passou esse governo com juros altos a todo momento”, disse.

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