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Estrategistas do banco de investimento JP Morgan rebaixaram nesta terça-feira (11) a recomendação de investimentos em ações brasileiras do portfólio de papeis da América Latina. Segundo a Reuters, o conceito mudou de overweight (acima da média, uma recomendação de compra) para “neutra”. Entre outros motivos, o relatório do banco cita desaceleração econômica e deterioração do ciclo de crédito.
Na América Latina, o banco manteve nota overweight para o Chile, aumentou a nota do Peru e reiterou a nota neutra para o México. A Colômbia tem nota inferior à do Brasil, com underweight. A nota da Argentina é "construtiva", em função das reformas de Javier Milei.
A baixa na recomendação de compra do banco foi sentida no fechamento do mercado. O Ibovespa fechou em uma forte queda de 2,5% e o dólar subiu quase 1%, fechando a R$ 5,16. A queda no Ibovespa foi o pior resultado desde março. Além do relatório do JP Morgan, os investidores ficaram atentos aos desdobramentos do tarifaço.
O relatório citou os seguintes aspectos para rebaixar a classificação:
- Fim do ciclo de afrouxamento monetário (o banco espera mais um corte de 0,25 na Selic em setembro, mas depois disso prevê uma longa pausa até o 2º trimestre de 2027).
- Desaceleração do crescimento econômico e deterioração do ciclo de crédito.
- Aumento de volatilidade esperado com as eleições de outubro de 2026.
- Preço-alvo do Ibovespa para o fim de 2026 reduzido de 190 mil para 185 mil pontos.






