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Corte de contas

MP junto ao TCU pede suspensão do reajuste do Bolsa Família

MP junto ao TCU pede suspensão do reajuste do Bolsa Família
MP junto ao TCU afirma que reajuste do Bolsa Família cria despesa continuada e pode causar "lesão" ao patrimônio público. (Foto: EFE/Andre Borges)

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O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) pediu nesta quinta-feira (17) a suspensão do reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O subprocurador-geral Lucas Furtado afirmou que o governo não apresentou previsão orçamentária ou impacto financeiro antes de implementar a medida.

Furtado argumentou que o reajuste cria uma “despesa obrigatória de caráter continuado” sem a aprovação de uma lei, usurpando a prerrogativa do Congresso Nacional.

“A concessão da medida cautelar é necessária para preservar a utilidade do processo e impedir lesão irreversível ao patrimônio público e à ordem jurídica”, disse o subprocurador.

O decreto do presidente prevê o aumento de 15,04% no benefício, elevando o piso de R$ 600 para R$ 691. O valor médio aumentará de R$ 675 para R$ 777. Os pagamentos estão previstos para o dia 19 de outubro.

Neste ano, o impacto é estimado em R$ 5,8 bilhões. Já em 2027 os gastos com a medida devem chegar a R$ 22 bilhões. Em nota, o governo destacou que “esta é a primeira atualização pela inflação realizada desde a retomada do programa, em 2023”.

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que a correção do benefício está prevista em lei e visa garantir o poder de compra dos beneficiários.

Segundo Moretti, a equipe econômica identificou espaço fiscal, por meio de remanejamentos, sem aumento do limite global de despesas do governo. “Dia 24 vamos passar os números, mas temos segurança que o espaço fiscal é superior do que é preciso para custear essa medida”, afirmou.

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