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O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MP-TCU) solicitou acesso às investigações da Polícia Federal sobre a liquidação do Banco Master, nesta quinta (8). O pedido foi feito pelo subprocurador-geral da República, Lucas Rocha Furtado, e será analisado pelo presidente da Corte, ministro Vital do Rêgo.
Furtado defende que a Polícia Federal compartilhe informações das apurações em curso relacionadas à liquidação da instituição financeira. Segundo ele, o acesso aos dados é necessário para subsidiar a atuação do TCU diante da relevância e do impacto do caso.
“Entendo que caberia a vossa excelência, na qualidade de presidente do Tribunal de Contas da União, solicitar à Polícia Federal que promova o tempestivo compartilhamento de informações sobre as apurações envolvendo a liquidação do Banco Master”, escreveu Furtado no pedido.
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A iniciativa do subprocurador ocorreu após informações divulgadas pela GloboNews de que a Polícia Federal estaria prestes a revelar uma investigação sobre uma “campanha coordenada em redes sociais” contra o Banco Central. De acordo com a apuração, haveria indícios de uma articulação digital para difamar a autoridade monetária durante o processo.
Ainda conforme o relato, uma suposta “rede de mercenários” teria sido contratada para atacar o Banco Central e tumultuar o andamento das investigações. A estratégia, segundo essa linha, buscaria gerar pressão pública e confusão em torno da decisão que levou à liquidação do banco.
O caso no TCU está sob relatoria do ministro Jhonatan de Jesus, que inicialmente decidiu de forma monocrática pela realização de uma inspeção após o envio de documentos do Banco Central. O objetivo era analisar os dados que embasaram a decisão de liquidar o Banco Master.
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Após recurso apresentado pela autoridade monetária e pressão pública, o relator afirmou ter havido uma reação pública “desproporcional” e suspendeu a inspeção para aguardar a análise pelo plenário do TCU.
A liquidação do Banco Master foi decretada pelo Banco Central no dia 18 de novembro de 2025 em paralelo à Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A operação investiga a emissão de títulos falsos e a venda de carteiras de crédito sem lastro ao Banco de Brasília (BRB) em um montante estimado em R$ 12 bilhões. O controlador do banco, Daniel Vorcaro, tentou deixar o país, foi detido e acabou preso.








