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Comércio exterior

Os 10 países que menos compram do Brasil e seus produtos preferidos

países que menos compram do Brasil
Em 12 meses, os dez destinos que menos compram do Brasil somaram o equivalente a 21 segundos de compras da China (Foto: Dall-E/Gazeta do Povo)

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Ilhas Marianas do Norte, Saara Ocidental, Coreia do Norte, Antártida, Tuvalu, Niue, Ilhas Åland, Groenlândia, Vaticano e Svalbard e Jan Mayen. O que esses lugares têm em comum? Estão entre os dez destinos que menos compraram produtos brasileiros nos últimos 12 meses encerrados em julho deste ano, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Juntos, eles movimentaram apenas US$ 72,5 mil em compras do Brasil, o equivalente a cerca de 21 segundos de exportações para a China, principal parceiro comercial brasileiro.

Veja abaixo o que cada um deles comprou do Brasil e qual o valor gasto.

Vaticano compra filés de tilápia do Mato Grosso do Sul

O Vaticano, um país menor que muitas grandes fazendas do interior do Brasil, comprou quase US$ 19 mil em mercadorias brasileiras nos últimos 12 meses, de acordo com a Secex. As importações, concentradas em janeiro e abril deste ano, foram de filés de tilápia do Mato Grosso do Sul; máquinas e equipamentos do Rio de Janeiro; e partes de rolamento de São Paulo.

Coreia do Norte: apenas US$ 127 em miudezas de porco

Nos últimos 12 meses, a Coreia do Norte só comprou US$ 127 em mercadorias brasileiras. Segundo a Secex, foram miudezas comestíveis de suíno de uma empresa do Ceará. Entre os países que menos compram do Brasil, a Coreia do Norte é um dos mais conhecidos devido ao discurso belicoso do ditador Kim Jong-un e às polêmicas com os EUA.

Ilhas Marianas do Norte só compraram margarina

A única compra feita pelas Ilhas Marianas do Norte de produtos brasileiros nos últimos 12 meses foi de margarina. O valor foi de US$ 21. O arquipélago de 14 ilhas vulcânicas está localizado no Pacífico Ocidental e é um território ultramarino dos Estados Unidos com uma população de 47 mil habitantes. Fica ao lado da Fossa das Marianas, o local mais profundo de todos os oceanos, com 11 mil metros de profundidade.

Saara Ocidental importou US$ 26 em biquínis gaúchos

O Saara Ocidental comprou, nos últimos 12 meses, US$ 26 em maiôs e biquínis de malha e de fibras sintéticas de uma fabricante gaúcha. Trata-se de um território na África do Norte, banhado pelo Oceano Atlântico e quase ocupado inteiramente pelo deserto do Saara. A Organização das Nações Unidas (ONU) o considera um território autônomo pendente de descolonização. Foi uma colônia espanhola até 1975.

Antártida compra peças de equipamentos elétricos

A Antártida, um continente de cerca de 14 milhões de quilômetros quadrados, importou US$ 615 do Brasil nos últimos 12 meses. Com uma população que oscila entre mil habitantes, no inverno antártico, e cinco mil, no verão, distribuídas em estações de pesquisa científica, o continente comprou partes de transformadores, conversores e bobinas do Brasil

Tuvalu importa equipamentos elétricos e objetos de vidro

Tuvalu é uma nação que pode desaparecer do mapa nos próximos anos, localizada na metade do caminho entre o Havaí e a Austrália. O país, de 11,5 mil habitantes, é o quarto menor do mundo. Nos últimos 12 meses, importou US$ 1.420, do Brasil. As compras foram de conversores elétricos estáticos, aparelhos eletrotérmicos de uso doméstico e obras de vidro.

Niue compra móveis gaúchos e objetos de vidro

Niue também é um país da Oceania, conhecido como a “Rocha da Polinésia”,  pelas paisagens naturais intocadas e pelos penhascos de calcário.

Um dos países mais isolados, que emite moedas oficiais estampadas com personagens de Star Wars, Harry Potter e Marvel, gastou US$ 2.954 em produtos brasileiros nos últimos 12 meses. A pauta é mais diversificada que a dos destinos, e a lista de fornecedores também. O país comprou móveis de madeira do Rio Grande do Sul, além de obras e objetos de vidro para toucador, escritório, decoração e usos semelhantes.

Ilhas Aland compram couros e solventes

As ilhas Aland são um arquipélago de mais de 6,7 mil ilhas que fica na entrada do Golfo de Bótnia, no Mar Báltico. Pertencente à Finlândia, é uma região autônoma de língua sueca. Com economia local baseada principalmente no transporte marítimo e no turismo, o território comprou US$ 9,6 mil em produtos brasileiros, como couros e peles curtidos de bovinos ou cavalos e solventes, diluentes orgânicos e preparações para remover tintas e vernizes.

Groenlândia comprou máquinas paranaenses

Nos 12 meses encerrados em julho de 2026, o Brasil exportou quase US$ 16 mil em produtos para a Groenlândia, a maior ilha do mundo, que é um território autônomo da Dinamarca. As compras feitas no Paraná foram de máquinas e aparelhos para preparação ou fabricação industrial de alimentos ou de bebidas neste ano. Também comprou aparelhos de eletrodiagnóstico no valor de US$ 723.

Svalbard e Jan Mayen compram calçados de São Paulo

Nos 12 meses encerrados em julho, Svalbard e Jan Mayen compraram quase US$ 23 mil em produtos brasileiros. Os negócios envolveram calçados de São Paulo.

Os dois territórios pertencem à Noruega e ficam no extremo norte do planeta, no Oceano Ártico. Svalbard é um arquipélago de cerca de 61 mil km² que abriga o Banco Mundial de Sementes, criado para preservar variedades agrícolas. Já Jan Mayen é uma ilha vulcânica de 377 km², entre a Groenlândia e a Islândia, sem população civil permanente.

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