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Apenas 48% das famílias brasileiras têm uma percepção positiva sobre o emprego nos próximos meses, o menor percentual desde setembro de 2022, de acordo com um levantamento divulgado nesta quarta-feira (23) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A pesquisa Intenção de Consumo das Famílias de setembro recuou 0,3%, para 104,5 pontos, menor patamar desde o mês de março.
A queda na expectativa profissional ocorre mesmo com uma avaliação ligeiramente melhor sobre o emprego atual, com uma alta de 0,1% no mês e acumulo de 2% em relação a setembro do ano passado. Já a Perspectiva Profissional geral caiu 0,7% pelo quinto mês seguido e recuou 8,6% em um ano.
“Embora o recuo da inflação tenha favorecido a intenção de compra de bens duráveis no comparativo anual, os dados de setembro mostram que a preocupação com o futuro do mercado de trabalho fala mais alto no curto prazo, mantendo as famílias cautelosas para o consumo imediato”, afirma José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac.
Na comparação anual, o destaque positivo foi o Momento para Compra de Duráveis, que avançou 17,2%. O desempenho ocorreu em um cenário de menor pressão sobre os preços desses produtos, cuja inflação acumulada em 12 meses foi de 0,98%, abaixo dos 4,22% registrados pelo IPCA no mesmo período.
No entanto, a intenção de compra de bens duráveis caiu 0,5% em setembro, mostrando que as condições atuais já pesam sobre o consumo. O Nível de Consumo Atual, por sua vez, recuou para 91,5 pontos, o menor resultado desde o início do ano.
“A renda do trabalhador já está comprometida com o crédito e precisa ser protegida junto com o emprego", avalia Tadros.
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A queda da intenção de consumo atingiu todas as faixas de renda, mas foi mais forte entre as famílias com ganhos superiores a dez salários mínimos, que registraram retração de 0,8%. Nesse grupo, a Perspectiva Profissional caiu 1,9%, enquanto o indicador de Emprego Atual recuou 1,4%.
Entre as famílias com renda de até dez salários mínimos, a retração foi menor, de 0,2%, influenciada por altas de 0,4% na percepção sobre o Emprego Atual e de 0,1% na Perspectiva de Consumo.
Apesar da diferença entre os grupos, a percepção sobre a renda atual piorou nos dois segmentos, com queda de 0,7% tanto entre as famílias de menor renda quanto entre as de maior renda.








