Publicidade
Terrorismo

Petrobras estuda incluir cláusulas antifacção em contratos após classificação dos EUA

Dirigente da estatal admite influência da decisão americana em iniciativa de reforço jurídico.
Dirigente da estatal admite influência da decisão americana em iniciativa de reforço jurídico. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Ouça este conteúdo

O diretor-executivo de Governança e Conformidade da Petrobras, Ricardo Wagner, informou que a estatal deve reforçar seus contratos com cláusulas antifacções, influenciada pela decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

"A gente está conversando bastante com a nossa área jurídica para ter algumas cláusulas de proteção. A gente já tem cláusulas de direitos humanos, cláusulas contratuais de questões envolvendo corrupção para a gente poder rescindir o contrato, de empresa que está envolvida em sanção comercial para não transacionar. Mas agora, com esse novo desafio da designação de organizações terroristas, e como a gente transaciona muito com o exterior, é importante que a gente também tenha esse tipo de cláusula para nos proteger", afirmou a jornalistas nesta terça-feira (14), na saída de um evento do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP) no Rio de Janeiro.

Para Wagner, porém, há o desafio que vem do fato de que a Petrobras não é um órgão investigativo e que, por isso, "não faz quebra de sigilo, não faz interceptação", embora afirme que as análises já ocorrem "ao máximo".

"Então precisamos cada vez mais ter essas cláusulas contratuais que nos deem segurança de que a gente está fazendo negócio com empresas ou pessoas jurídicas que tenham integridade como prioridade, assim como a Petrobras", concluiu, acrescentando que a adequação também se deve à sanção da lei antifacção.

A decisão da gestão de Donald Trump foi elogiada por parlamentares de oposição e criticada pelo governo. A esquerda acredita que há riscos de que a medida sirva de embasamento para uma intervenção estrangeira no Brasil. Ainda que em sentido oposto, os petistas concordam que a classificação foi influenciada pela visita do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Casa Branca.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.