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Fim da escala 6x1

PL tenta enquadrar esquerda com apoio a escala de trabalho 4×3

O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). (Foto: Lula Marques / Agência Brasil)

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A um dia da votação da proposta que acaba com a escala 6x1, o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL), anunciou nesta terça-feira (26) que o partido apoiará um destaque que fixa a escala de trabalho no formato 4x3, não mais de 5x2, conforme a versão da relatoria apreciada pelo colegiado. A decisão foi anunciada após reunião da legenda.  

Pela proposta da relatoria do deputado Leo Prates (Republicanos-BA), o trabalhador teria expediente de cinco dias e descanso de dois, num total de 40 horas semanais. Com isso, a proposta apoiada pelo PL seria a original, da deputada Erika Hilton, que previa quatro dias de trabalho e três dia de descanso, além de 36 horas de jornada semanal.

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Nesta quarta-feira (27), a Câmara dos Deputados realizou uma sessão protocolar de oito minutos para que fosse liberada a votação do texto na comissão especial. O deputado Jorge Solla (PT-BA) fez um discurso em favor da redução da jornada de trabalho.

Texto atual prevê escala 5x2

texto substitutivo do relator, deputado Léo Prates (Republicanos-BA), oficializa o modelo 5x2 (cinco dias de trabalho para dois de descanso) como novo limite constitucional, com garantia de no mínimo dois dias de repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos.

O próprio PL admite que o apoio a três dias de descanso é uma estratégia para obrigar os partidos de esquerda a se posicionarem por uma jornada ainda mais favorável ao trabalhador, o que poderia inviabilizar o texto atualmente em discussão. “Agora queremos ver: quem diz defender o trabalhador terá a oportunidade de provar no voto”, disse Sóstenes.

A deputada Erika Hilton declarou que o apoio à sua proposta, anterior à que está em discussão na Câmara, seria uma manobra para atrasar a votação. “Vamos ver se eles (PL) mantêm essa posição até o final, mas isso é claramente uma manobra para atrasar a votação, que já está acordada.”

Oposição cobra opção flexível

Na segunda-feira, Maurício Marcon (PL-RS) pediu vista da proposta na comissão especial, o que pode colocar mais tempo de análise para o texto. Marcon argumentou que o projeto poderia restringir, por lei, trabalhadores que querem jornadas superiores a oito horas diárias.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), impulsionou a tramitação com a justificativa de assegurar qualidade de vida ao trabalhador. A previsão é que o tema seja votado pelos deputados até a quinta-feira (28).   

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