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Agricultura

Preço mínimo da cana-de-açúcar "ainda está em gestação", diz Conab

O presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Wagner Rossi, disse nesta quinta-feira (04), durante a apresentação dos números da safra recorde de cana-de-açúcar brasileira, que o preço pago ao produtor "não é remunerador" e que "a situação é de aperto". Rossi reafirmou que o governo prepara uma Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) para a cultura, mas afirmou que o processo ainda está em "gestação".

"Já temos um custo de produção do Nordeste e iremos fazer no Centro-Sul também. Mas uma política ainda está em gestação, com a avaliação do Ministério da Fazenda e não há nada ainda definido sobre o assunto", afirmou Rossi. O presidente da Conab disse ainda esperar que os preços da cana voltem a ser remuneradores com o aumento do consumo e, conseqüentemente, dos preços do açúcar e do álcool nos mercados interno e externo.

Sobre a expectativa de crescimento da utilização do etanol como combustível, Rossi admitiu os problemas com as barreiras tarifárias, entre elas a taxa sobre o etanol brasileiro exportado aos Estados Unidos, e ainda os questionamentos não-tarifários, principalmente os problemas sociais na colheita da cultura. "Problemas com essas questões sociais são uma exceção e generalizar que cana causa miséria é inadmissível", disse Rossi, que praticamente parafraseou o ex-técnico Zagallo, da seleção brasileira, ao concluir. "No médio prazo eles vão ter de engolir o nosso etanol."

Sobre a safra de cana-de-açúcar, Rossi citou ainda a diferença entre os porcentuais de aumento da produção total entre 2007 e 2008, de 27%, e de crescimento na moagem, de 11,4%. "Além das questões climáticas, que reduziram o processamento, muita cana que será produzida ainda é muda ou não está em condições de colheita", disse o presidente da Conab, que estima em pelo menos 30 milhões de toneladas o total de cana que não será cortada este ano. "Mas essa cana certamente será cortada bem antes em 2009", concluiu.

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