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Uma pesquisa apontou que um em cada cinco brasileiros sofreu um golpe aplicado pela internet com seus dados pessoais em 2025. O levantamento indicou ainda que 32% sofreram tentativas de fraude. Impactos emocionais e perdas financeiras lideram os prejuízos relatados pelas vítimas. O perfil dos entrevistados é de internautas com 16 anos ou mais.
Os dados fazem parte do estudo "Privacidade e Proteção de Dados Pessoais 2025", divulgado nesta segunda-feira (31) pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), ligado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).
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Canais de fraude
Entre as pessoas que vivenciaram tentativas ou efetivações de fraude com dados, os aplicativos de mensagens, como WhatsApp e Telegram, foram a principal via de abordagem, citados por 84% dos afetados.
Em seguida, apareceram ligações telefônicas (79%), sites ou aplicativos falsos (71%), mensagens de SMS (71%), e-mail (69%) e redes sociais (67%).
As consequências relatadas pelas vítimas vão além das perdas financeiras diretas. Muitos relatam “estresse emocional e mal-estar”, citado por 58% dos afetados. Um percentual de 48% das vítimas disse ter tido dinheiro roubado (próprio ou da família) e perda de acesso a contas.
O brasileiro e a IA
O estudo também analisou o comportamento dos brasileiros frente às ferramentas de Inteligência Artificial (IA). Dentre os usuários de IA, 73% utilizam essas plataformas para temas de trabalho ou estudo, mas uma parcela expressiva compartilha dados sensíveis: 52% já inseriram suas informações de saúde (sintomas e exames), 50% enviaram fotos pessoais e 37% informaram dados pessoais cadastrais, como nome, endereço ou CPF.
Apesar do uso frequente, a preocupação é alta: 66% dos usuários de IA afirmam estar "muito preocupados" ou "preocupados" com o tratamento dado às suas informações pelas empresas desenvolvedoras das ferramentas.
No geral, o hábito de comprar pela internet deixa 35% "muito preocupados", enquanto acessar aplicativos bancários deixa 32% "muito preocupados". Estas atividades lideram o ranking das que geram maior apreensão quanto à privacidade.
Metodologia
O levantamento ouviu 25000 pessoas divididas por todo o Brasil com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE.






