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Segundo Turno

Aliado de Flávio mobiliza eleitores no exterior após alta abstenção e vitória de Lula

Petista 47,57% dos votos contra 43,49% de Flávio, mas 62,69% do eleitorado não foi votar.
Petista 47,57% dos votos contra 43,49% de Flávio, mas 62,69% do eleitorado não foi votar. (Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados)

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O deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) decidiu auxiliar o eleitorado do exterior a votar. Ele criou, em seu site oficial, uma lista com os 225 locais de votação nos 133 países em que há seções.

"A participação dos brasileiros no exterior é fundamental. O futuro do Brasil também é decidido por quem, mesmo longe, continua acompanhando e se importando com o país", diz um trecho do site.

A movimentação ocorre diante dos números do exterior na apuração do primeiro turno. Lula terminou em vantagem na totalização das 1.351 seções fora do país, com 47,57% dos votos (157.387). Flávio Bolsonaro (PL), em contrapartida, obteve 43,49% (143.900 votos). O dado mais revelador, no entanto, é o das abstenções: as urnas fecharam sem que 62,69% dos brasileiros votassem. O número corresponde a 574.345 dos 916.534 eleitores aptos.

Os exemplos são diversos. Em Georgetown, apenas 53 dos 178 eleitores aptos foram votar. Desses, 43 votaram em Flávio e sete em Lula. Em Damasco, na Síria, foram 118 dos 775 aptos, uma abstenção de 84,77%. No local, Lula obteve 97 votos, enquanto Flávio recebeu apenas sete.

Nova York e Lisboa demonstram volume das abstenções

Em Nova York, o volume é mais expressivo. São 38.953 eleitores aptos. Quase três quartos, no entanto (73,98%) não foram às urnas. No local, 47,36% votaram em Flávio (4.684 votos) enquanto 46,20% votaram em Lula (46,20%).

O maior colégio eleitoral brasileiro no exterior, no entanto, fica em Lisboa. Na capital portuguesa, 49.964 dos 78.607 eleitores aptos não compareceram, uma abstenção de 63,56%. Entre os votos válidos, Lula venceu com 53,51% (14.948 votos), enquanto Flávio recebeu 37,76% (10.548).

Houve um caso que dificultou o acesso às urnas. Em Londres, ao menos 50 eleitores chegaram ao local de votação e descobriram que estavam cadastrados em Edimburgo, cerca de 600 km ao norte. Um deles afirmou que sempre morou em Londres, nunca pediu a transferência e só soube quando tentou votar.

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