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As convenções partidárias terminaram nesta quarta-feira (5) e adiantaram o desenho das disputas para presidente, governadores, senadores e deputados federais e estaduais nas eleições 2026. Além das chapas, os partidos definiram as alianças locais e nacionais e como ficará a configuração dos palanques estaduais para Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT).
Agora corre o prazo para o registro das candidaturas, que termina em 15 de agosto. No dia seguinte começa oficialmente a campanha. Até lá, porém, há espaço para ajustes, acomodações e decisões do que ficou pendente nas convenções, que começaram em 20 de julho.
Na corrida presidencial, a incógnita maior era a vaga de vice de Flávio Bolsonaro. A convenção nacional do PL havia passado sem essa decisão, apesar da pirotecnia com presença do presidente argentino Javier Milei e vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro feito com inteligência artificial.
Depois de vários idas cenários especulados, a chapa puro-sangue será completa com o deputado federal Alfredo Gaspar (PL). Ele não era cotado para a vaga, que tendia a ser destinada a outro partido.
Entretanto, MDB, PP, União Brasil, Republicanos, Podemos, PSDB e Cidadania, optaram pela neutralidade em suas convenções, frustrando os planos do PL não só de um vice, mas de uma aliança mais ampla — e com mais tempo de televisão — na disputa.
O vice de Romeu Zema (Novo) também não saiu na convenção e sim dias mais tarde, após a sigla não conseguir agregar o Podemos e o Democracia Cristã (DC). Com isso, o senador Eduardo Girão, que era pré-candidato a governador do Ceará, será o candidato a vice na chapa pura do Novo.
O PSD também confirmou uma dupla do partido: Ronaldo Caiado e Gilberto Kassab. Já o PT havia chegado ao período das convenções partidárias com tudo encaminhado no plano nacional.
Antes mesmo do encontro da sigla, o PSB de Geraldo Alckmin confirmou o nome dele como candidato a vice na chapa petista. Dias depois, o PT oficializou a candidatura à reeleição de Lula, que terá também o apoio do PSOL, PCdoB, PV e PDT.
Tarcísio terá frente ampla em São Paulo após convenções partidárias
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, foi oficializado pelo Republicanos para tentar a reeleição, em convenção que teve a presença de Flávio Bolsonaro. Felício Ramuth (MDB) continuará como vice, enquanto a composição ganhou a adesão de outros partidos, como PL, Federação União Progressista, Novo, PRD, Solidariedade, Podemos, Avante, MDB, PSD e a Federação PSDB-Cidadania.
Com a chapa estendida, as vagas para o Senado ficaram com André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP). Ricardo Salles (Novo) esperava ser o indicado no lugar de André do Prado na chapa. Mesmo assim, a convenção do Novo formalizou a candidatura dele para a Câmara Alta.
Do outro lado do xadrez, Fernando Haddad foi confirmado na convenção estadual do PT como candidato a governador de São Paulo. Ao mesmo tempo, o PSB oficializou Márcio França para a vaga de vice-governador. A aliança que ainda tem Rede, PDT, PSol, PV e PCdoB também confirmou Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) como concorrentes ao Senado.
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PL terá chapa pura no Rio de Janeiro
A recusa do ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa (PP) para integrar a chapa do PL na corrida ao governo do Rio de Janeiro fez com que o partido buscasse uma solução caseira para vice de Douglas Ruas (PL). Isso mesmo depois da convenção do partido.
Dias depois da confirmação de Ruas, a vereadora de Niterói Fernanda Louback (PL) foi oficializada como candidata a vice. A chapa ainda tem Carlos Portinho (PL) e Carlos Jordy (PL) na disputa para o Senado.
Velho conhecido do eleitor fluminense, Anthony Garotinho foi confirmado pelo Republicanos nas eleições 2026 como candidato a governador. Ele terá ao lado o ex-coronel do Bope Venâncio Moura (DC). Antes deles, Eduardo Paes (PSD) havia sido oficializado como cabeça da chapa que terá a advogada Jane Reis (MDB) como candidata a vice.
Idas e vindas não faltaram em Minas Gerais
Planos A, B, C e D. Foi assim que os grupos políticos trabalharam durante o período das convenções partidárias em Minas Gerais. No fim, nomes que eram praticamente certos no começo acabaram de fora.
Cleitinho (Republicanos) era o favorito para agregar o PL no estado e dar palanque para Flávio Bolsonaro. A indefinição dele fez o próprio Republicanos desistir de ter candidato, apesar da insistência tardia do senador mineiro.
Diante disso, o PL decidiu lançar Flávio Roscoe para o governo estadual, mas ainda sem uma decisão sobre a vaga de vice — Vittorio Medioli (PL) é o favorito. Enquanto isso, o atual governador Mateus Simões (PSD) foi confirmado na convenção do partido no início de agosto e terá ao seu lado Danilo Castro (União Brasil). Também ficou definido que Carlos Viana (PSD) tentará a reeleição ao Senado.
Patrus Ananias (PT) entrou na disputa já no período das convenções. O nome dele sequer era cogitado semanas antes. A aposta inicial do PT era Rodrigo Pacheco (PSB), mas ele não quis concorrer.
O plano seguinte foi Marília Campos (PT), que também recusou. No fim, a vaga ficou com Ananias, mas ainda sem um vice. Para o Senado, a chapa terá Marília Campos e Áurea Carolina (PSOL). E também para o lado mais à esquerda, Alexandre Kalil (PDT) será candidato a governador, com Carlos Mosconi (PSDB) na vaga de vice.
Ratinho Junior consegue formar aliança com Rafael Greca
O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), tanto tentou que conseguiu convencer o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (MDB) a integrar a chapa encabeçada por Sandro Alex (PSD) e concorrer a vice-governador. O acerto ocorreu dias depois da convenção do PSD, apesar da resistência de Greca, que decidiu ceder e se manter no grupo liderado por Ratinho Junior.
Adefinição forçou Alvaro Dias (MDB) a desistir da disputa ao Senado. No lugar dele ficarão Alexandre Curi (Republicanos) e Cristina Graeml (PSD). Mesmo que com alguma dificuldade, a aliança terá PSD, MDB, Republicanos, Federação PSDB-Cidadania, Avante e Federação União Progressista.
O senador Sergio Moro também oficializou candidatura a governador na convenção do PL, que definiu a vaga de vice para Edson Vasconcelos (PL), representante do setor industrial paranaense. Apesar de contar com dois candidatos do mesmo partido, o Novo e o Podemos estarão juntos na campanha. Para o Senado, o grupo terá Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo).
No lado esquerdo da disputa, o período de convenções partidárias teve o PDT confirmando a candidatura de Requião Filho, que deverá ter Michele Caputo Neto (Solidariedade) como candidato a vice.
A decisão do vice, porém, ocorreu após um desentendimento na Federação PRD-Solidariedade. Com a desistência de Greca como cabeça de chapa, o Solidariedade foi automaticamente em apoio a Requião Filho, mas sem a anuência do PRD, que segue sem concordar com a decisão.
O PT estará junto na chapa com dois candidatos ao Senado: Gleisi Hoffmann e Dr. Rosinha. A aliança de esquerda ainda tem PV e PCdoB.
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Michelle Bolsonaro é confirmada para o Senado no Distrito Federal
O nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) era certo para o Senado pelo Distrito Federal. As desavenças com o enteado Flávio Bolsonaro, porém, instalaram a dúvida.
No fim, com acenos dos dois lados, a candidatura dela foi confirmada na convenção do PL em Brasília. A deputada federal Bia Kicis (PL) também será candidata à Câmara Alta pelo Distrito Federal.
O PL decidiu apoiar a reeleição da governadora Celina Leão (PP), que foi confirmada pela Federação União Progressista. A chapa terá Gustavo Rocha (Republicanos) na vaga de vice e o apoio do MDB.











