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O ex-governador goiano Ronaldo Caiado foi lançado oficialmente como candidato à Presidência da República pelo PSD, neste domingo (26), durante a convenção nacional do partido em São Paulo. Caiado subiu ao palanque ao lado da esposa, Gracinha Caiado, candidata ao Senado por Goiás pelo União Brasil, e do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que será vice na chapa presidencial.
No primeiro discurso como candidato, Caiado fez diversas críticas ao presidente Lula (PT) e ao candidato Flávio Bolsonaro (PL), que polarizam a disputa pelo Palácio do Planalto. “Um está há 20 anos no poder e não fez nada, a não ser empobrecer o Brasil diante dos outros países do mundo. O outro já teve oportunidade e nada construiu. E hoje está às voltas com tantas denúncias no dia a dia da sua curta trajetória política”, declarou o candidato do PSD.
“Eu nunca estive envolvido em mensalinho, petrolão, mensalão ou em esquema para assaltar aposentado. O Banco Master avassalou todo mundo da política. Aqui não tem espaço para bandido crescer”, completou Caiado.
O candidato elogiou a articulação política de Kassab, que, segundo ele, possibilita uma alternativa eleitoral à disputa polarizada entre Lula e Flávio Bolsonaro. “Se não fosse a coragem do Kassab, só teriam ficado os dois candidatos. [...] Não vamos cometer o erro de dar ao PT o candidato que eles querem no segundo turno para dar mais quatro anos de mandato ao Lula”, disparou.
Para Caiado, a polarização “retroalimenta a vaidade” dos dois candidatos cotados para a disputa do segundo turno. “Não é possível que o Brasil vai querer optar por aqueles que são os maiores rejeitados da política nacional. A eleição não é de rejeitados, mas para a escolha de quem traz resultados para a sociedade brasileira”, disse o candidato do PSD, ao lembrar que deixou a gestão do estado de Goiás como um dos governadores mais aprovados do país.
Caiado desafia Lula a participar de debates nas eleições
Caiado desafiou o presidente Lula a participar dos debates eleitorais. A tendência é que o petista recuse os convites das emissoras que vão realizar os debates no primeiro turno das eleições deste ano. O ex-governador goiano lembrou que foi candidato a presidente em 1989, na oposição a Lula, durante a primeira eleição presidencial após a redemocratização do país.
“Estou esperando o Lula para mostrar os 37 anos desde o primeiro debate e o que ele fez com o Brasil nesse período e como nós construímos esse país. Ele não quer ir para os debates, está com medo porque tem o rabo preso com a criminalidade, não tem coragem de apresentar nenhuma proposta”, criticou.
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Caiado recebe apoio de pré-candidato à Presidência Aldo Rebelo
O evento também teve a presença dos governadores do Paraná, Ratinho Junior (PSD-PR) e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD-RS), que foram cotados como pré-candidatos à Presidência, antes da escolha do partido pelo nome de Caiado. Apesar da chapa pura, o goiano também recebeu o apoio de Aldo Rebelo, que é pré-candidato pelo Democracia Cristã (DC), após ele obter na Justiça o direito de dar continuidade à campanha eleitoral devido a um atrito com a direção nacional da legenda.
“Eu sei que ele apresentará ao país um caminho para desinterditar o Brasil, que reduza as desigualdades, que valorize a agenda da segurança pública e que vai governar para unir o país e não dividir como muitos querem. Você pode ganhar uma eleição em um país dividido, mas é difícil governar um país dividido”, disse Rebelo.










