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Eleições 2026

Quem são os pré-candidatos à Presidência até agora e quem ainda deve ser anunciado

Candidatos à presidência 2026
Alguns dos pré-candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026 (Foto: Fotomontagem Gazeta do Povo (Dirceu Aurélio/Governo MG | Carlos Moura/Agência Senado | Ricardo Stuckert/PR | Reprodução/Youtube MBL Oficial | Secom-GO))

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A oficialização dos candidatos para as eleições presidenciais deste ano acontecerá somente em agosto, após as convenções partidárias. Por enquanto, vários nomes já anunciaram suas pré-candidaturas de olho em articulações políticas e no desempenho nas pesquisas eleitorais, que podem ser o fiel da balança para manter ou retirar nomes da disputa.

Até o momento, há seis pré-candidatos à Presidência escalados para o pleito de 2026, que deve ser um dos mais tensos da série histórica. Será a primeira disputa após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em paralelo, há uma escalada de atritos entre os poderes, com destaque ao crescente ceticismo em relação à neutralidade de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A perda de confiança na Corte, que extrapola a ala da direita, foi acentuada com a crise do Banco Master e o envolvimento dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes no caso.

Três membros do STF compõem o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Discussões relacionadas ao Supremo, aliás, devem estar em alta nos debates e posicionamentos dos candidatos.

Além do projeto da direita de tirar do papel ao menos um processo de impeachment a ministros da Corte, que passa sobretudo pela eleição ao Senado, o próximo presidente poderá indicar os nomes de três ministros do STF durante o mandato. Em contraponto, os debates e as campanhas dos candidatos à Presidência devem focar em questões econômicas e de segurança pública.

“Os problemas do ‘cotidiano imediato’ são os que mais mobilizam a grande massa do eleitorado: economia – inflação, inadimplência, emprego – e segurança pública. Questões políticas, mesmo aquelas mais graves e urgentes, interessam a pouco mais de 10% dos eleitores”, aponta o cientista político e consultor eleitoral Paulo Kramer.

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Quais são os pré-candidatos à Presidência até agora

Abaixo, a lista de quem são os pré-candidatos à Presidência anunciados até o momento e os nomes que ainda podem entrar na disputa.

Lula (PT)

Na campanha de 2022, Lula prometeu várias vezes que, se eleito, seria “presidente de um mandato só” para consolidar a frente ampla com aliados de centro. Após eleito, o discurso mudou, e o petista passou a defender sua reeleição. Apesar de ser o presidente mais velho a ocupar o cargo no Brasil, Lula ironizou a mudança de posição dizendo que, mesmo com 80 anos, tem “energia de 30 e tesão de 20”.

Para sair vitorioso, o atual presidente terá como desafios a baixa aprovação ao seu governo e a grave situação econômica. O Brasil vive uma situação de forte estrangulamento fiscal, com a dívida pública bruta em uma trajetória de crescimento acelerado, com projeções de superar 83% do PIB (Produto Interno Bruto) ainda este ano, e sucessivos aumentos de impostos.

Flávio Bolsonaro (PL)

Atual senador pelo Rio de Janeiro, Flávio foi escolhido em dezembro do ano passado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para disputar a Presidência. O anúncio surpreendeu parcela da direita, que esperava que o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), fosse o escolhido.

Flávio iniciou uma forte articulação para tentar unificar a direita sob o sobrenome da família. Sua trajetória para 2026 foca em herdar o eleitorado conservador e obter apoio de partidos do Centrão.

Romeu Zema (Novo)

O governador de Minas Gerais, que lançou pré-candidatura em agosto, aposta no discurso de eficiência administrativa e gestão liberal. Entre os desafios para as eleições de 2026 está a tentativa de nacionalizar seu nome, saindo da "bolha mineira" para se apresentar como o candidato do "Estado enxuto".

Recentemente, Zema negou a possibilidade de compor a chapa de Flávio Bolsonaro como candidato a vice-presidente e disse que manterá a pré-candidatura até o final. “Continuamos trabalhando para nacionalizar o nome do Romeu Zema. (...) ele vai começar com agendas nacionais, e quando deixar o governo de Minas isso vai se intensificar”, disse o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, à Gazeta do Povo.

Ronaldo Caiado (PSD)

O governador de Goiás é um dos nomes tradicionais da direita fora do núcleo bolsonarista. Ronaldo Caiado oficializou sua pré-candidatura ainda em abril de 2025, então ainda no União Brasil.

Neste início de ano, ele migrou para o PSD de Kassab e, se for mantido como a escolha da legenda para a disputa majoritária, deve apostar principalmente em apresentar os índices de segurança pública e do agronegócio do estado que governa, além de focar no discurso antipetista. Para conquistar votos da direita e centro-direita, Caiado busca se posicionar como uma alternativa de "direita moderada e executiva”.

Renan Santos (Missão)

Um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos é o nome do recém-fundado partido Missão para a disputa pela Presidência. Com trajetória marcada pelo tom crítico tanto ao petismo quanto ao bolsonarismo, Renan Santos propõe uma visão descentralizadora da economia, com foco em profissionalização da gestão pública, combate à corrupção e políticas rígidas de segurança pública. Em publicações recentes, o ativista tem prometido um combate radical às facções ligadas ao narcotráfico caso seja eleito.

Aldo Rebelo (DC)

Ex-ministro em governos petistas e ex-membro do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Aldo Rebelo rompeu com a esquerda nos últimos anos e, em dezembro do ano passado, anunciou pré-candidatura.

O nome especulado para compor a chapa como vice é o do ex-ministro do governo Bolsonaro, Fabio Wajngarten. “As pesquisas mostram que quanto mais candidatos de direita, melhor. O objetivo é único: derrotar a esquerda e derrotar o PT (no segundo turno)”, disse Aldo Rebelo à Gazeta do Povo.

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Quem ainda pode aparecer entre os pré-candidatos à Presidência

Vários outros nomes ainda podem ser anunciados como pré-candidatos à Presidência ou vice-Presidência nos próximos meses. Entre eles estão os governadores do Paraná, Ratinho Junior (PSD), e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD) — se a escolha do partido de centro for por um desses nomes, Caiado não seria mais cabeça de chapa.

“As pré-candidaturas de direita ainda estão naquela fase de testar o tamanho da sua popularidade e, principalmente, de tornar-se mais conhecidas fora das respectivas ‘bolhas’”, avalia Paulo Kramer. No momento, a tendência é que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), siga com seu projeto para reeleição ao cargo estadual.

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