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Manifestação

CNBB cita Nossa Senhora Aparecida e fala em soberania em mensagem eleitoral

Entidade religiosa pediu sabedoria por um "Brasil reconciliado, soberano, justo e fraterno".
Entidade religiosa pediu sabedoria por um "Brasil reconciliado, soberano, justo e fraterno". (Foto: Fiama Tonhá/CNBB)

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A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) mencionou Nossa Senhora Aparecida em sua manifestação na manhã deste domingo (4), duas horas antes do início da votação em todo o país. A postagem ainda fala em soberania e reconciliação como prioridades para o país.

"Confiamos nossa Pátria à proteção de Nossa Senhora Aparecida. Que Deus nos conceda sabedoria e coragem para construirmos juntos um Brasil reconciliado, soberano, justo e fraterno. #Eleições2026", diz a postagem.

A menção não é nova. Em junho de 2026, a entidade divulgou uma mensagem sobre as eleições em que diz confiar o país "à proteção de Nossa Senhora Aparecida, Mãe e Padroeira do povo brasileiro". No mesmo comunicado, expresou preocupação diante da desigualdade social, corrupção, compra de votos, uso indevido de dinheiro público e fake news.

Manifestação ocorre após controvérsia envolvendo Flávio Bolsonaro

Passou a ser conhecida como "caso Nossa Senhora Aparecida" a controvérsia que começou com a informação falsa de que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) teria como um de seus planos retirar da santa o título de padroeira do Brasil. A alegação foi relacionada a um projeto apresentado em 2007 e arquivado no ano seguinte, sem participação de Flávio.

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) André Mendonça mandou remover os conteúdos com a alegação falsa, mas seu colega de Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino reverteu a decisão. Em seguida, o ministro Luiz Fux protagonizou um novo revés, e a decisão de Mendonça voltou a valer.

Flávio chegou a acusar membros da CNBB de ajudar o PT a disseminar a desinformação. A conferência negou ter produzido, autorizado ou participado da criação ou divulgação do boato.

"Atribuir à CNBB participação em estruturas de produção ou disseminação de desinformação, sem fatos e provas que sustentem tal afirmação, atinge injustamente a instituição e não contribui para a serenidade e a responsabilidade que devem caracterizar o processo eleitoral. A mentira não se combate com outra mentira", conclui.

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