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O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (17) que não autorizou o deputado federal Zé Trovão (PL-SC) a acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio disse não concordar com a iniciativa e se comprometeu a manter o reajuste, caso eleito.
“Quero dizer que houve um deputado que acionou a Justiça para tirar esse reajuste. Não foi com a minha autorização. Não concordo com isso. Ele não deveria ter entrado [com a ação], mas entrou por conta própria. Não fui eu que pedi que ele fizesse isso”, afirmou o senador durante a live semanal.
Faltando 17 dias para o primeiro turno, Lula aumentou em cerca de 15,04% o benefício, elevando o piso de R$ 600 para R$ 691. O valor médio, quando se soma aos demais benefícios incluídos no programa, aumentará de R$ 675 para R$ 777.
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Os pagamentos estão previstos para o dia 19 de outubro. O primeiro turno acontecerá no dia 4 de outubro. Já o segundo turno, se ocorrer, será realizado no dia 25 de outubro.
Apesar de classificar o reajuste como uma "merreca", Flávio assegurou que não revogará o aumento e prometeu implementar um programa de mobilidade social voltado aos beneficiários do programa.
“Então, quero me comprometer aqui: além de manter esse reajuste, eu vou fazer muito mais por você que recebe Bolsa Família. A gente vai fazer o maior programa de mobilidade social que esse Brasil já viu”, enfatizou.
Zé Trovão pediu a suspensão do reajuste, mantendo os pagamentos nos valores vigentes até o julgamento da causa ou o encerramento do processo eleitoral.
O ministro André Mendonça, relator do caso, extinguiu, sem análise do mérito, a representação, apontando que o deputado não tinha legitimidade para mover a ação, que só poderia ser ajuizada pelo partido ou por outra campanha presidencial.
Na noite desta quinta (17), o candidato à Presidência Renan Santos (Missão) acionou o TSE contra o reajuste do Bolsa Família. Mendonça foi sorteado o relator por prevenção. Santos pediu a suspensão do decreto do governo até a posse dos candidatos eleitos no pleito deste ano.




