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Medida cautelar

Gleisi diz que Flávio fez “provocação deliberada” a Moraes com carta de Jair Bolsonaro

Gleisi Hoffmann afirma que divulgação da carta de Bolsonaro violou condições da medida cautelar.
Gleisi Hoffmann afirma que divulgação da carta de Bolsonaro violou condições da medida cautelar. (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

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A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) promoveu uma “provocação deliberada” contra o Supremo Tribunal Federal (STF) ao divulgar uma carta escrita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes suspender, por 90 dias, as visitas do senador ao pai.

Em uma publicação na rede X, Gleisi Hoffmann disse que Jair e Flávio Bolsonaro tinham conhecimento das restrições impostas ao ex-presidente e decidiram contrariá-las. “Sabiam que era ilegal. Fizeram para confrontar”, escreveu a deputada federal.

Na manifestação, ela também mencionou a apreensão de armas registradas em nome de Jair Bolsonaro e a tentativa de danificar a tornozeleira eletrônica. Ao defender a decisão de Alexandre de Moraes, Hoffmann afirmou que o ex-presidente deveria cumprir as determinações judiciais.

“Ele que se comporte, ou que volte para a Papuda”, publicou.

A parlamentar também respondeu a críticas de aliados de Bolsonaro, que compararam a divulgação da carta com mensagens publicadas por Luiz Inácio Lula da Silva durante os 580 dias em que o petista permaneceu preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.

“Lula não tinha nenhuma medida cautelar a seu favor. Enfrentou a prisão injusta com dignidade e altivez”, afirmou.

Visitas de Flávio a Jair Bolsonaro ficam suspensas até depois do primeiro turno

A suspensão das visitas de Flávio Bolsonaro ao pai vale por 90 dias e termina em 11 de outubro, uma semana após o primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro. A medida atinge apenas o senador e mantém as autorizações para outros familiares e advogados.

Na decisão, Alexandre de Moraes afirmou que Flávio Bolsonaro utilizou o direito de visita para divulgar uma mensagem política do ex-presidente. Segundo o ministro, o senador recebeu a carta com o objetivo de publicá-la nas redes sociais e fortalecer sua pré-candidatura à Presidência da República.

O documento apresenta Flávio como “porta-voz” de Jair Bolsonaro, aponta o senador como a “melhor opção” para disputar o Palácio do Planalto e pede união entre apoiadores. Moraes avaliou que o conteúdo pode representar pedido antecipado de votos e encaminhou o caso à Procuradoria-Geral Eleitoral para análise.

Alexandre de Moraes determinou que a defesa de Jair Bolsonaro apresente esclarecimentos em até 48 horas sobre o conhecimento prévio da divulgação do documento.

O ministro também classificou Flávio Bolsonaro como “reincidente em sua conduta desrespeitosa às decisões judiciais”. A decisão cita um episódio de agosto de 2025, quando o senador publicou um vídeo em que Jair Bolsonaro participou de uma ligação com manifestantes em Copacabana, apesar da restrição ao uso de redes sociais por terceiros.

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