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O senador Flávio Bolsonaro (PL) vem despontando como o principal nome da direita na disputa à Presidência da República nas eleições de 2026. Ele, entretanto, está acompanhado de outros representantes desse espectro político, o que amplia o leque de opções para os eleitores de direita e, consequentemente, os deixam indecisos em quem votar para evitar mais quatro anos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Palácio do Planalto.
A pesquisa Meio/Ideia, divulgada na quarta-feira (8), deixa esse cenário mais nítido. No geral, 48,6% dos entrevistados disseram estar decididos em quem vão votar em outubro para presidente do Brasil. Por outro lado, 51,4% responderam que ainda podem mudar o voto até lá.
Único representante da esquerda na disputa, Lula tem um apoio mais consolidado até o momento. Dos que votariam nele, 73,4% falaram que não vão mudar o voto, sendo que 26,6% ainda não se decidiram completamente, o que significaria que penderiam para candidatos de direita ou, ainda, para anular ou votar em branco.
No caso dos representantes da direita, o grau de decisão é bem menor. E isso vale para os cinco pré-candidatos testados na pesquisa, inclusive Flávio Bolsonaro, apesar de ele ter um eleitorado um pouco mais consolidado e fiel por causa da influência do pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
- Flávio Bolsonaro (PL): 39,6% decididos; 60,4% ainda podem mudar
- Ronaldo Caiado (PSD): 30,6% decididos; 69,4% ainda podem mudar
- Romeu Zema (Novo): 20% decididos; 80% ainda podem mudar
- Renan Santos (Missão): 22,2% decididos; 77,8% ainda podem mudar
- Aldo Rebelo (DC): 22,2% decididos; 77,8% ainda podem mudar
Pela pesquisa do Meio/Ideia, Flávio Bolsonaro é o mais competitivo contra Lula. No cenário estimulado, o petista lidera numericamente — 40,4% contra 37% —, mas ambos estão empatados dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos.
Diante da indecisão dos eleitores dos pré-candidatos de direita, há a possibilidade de migração de votos de Flávio para os demais, pelo menos no primeiro turno. Na segunda volta, porém, ele tende a retomar esses votos. Tanto que na simulação de segundo turno da pesquisa, ele lidera numericamente — 45,8% contra 45,5% de Lula —, mas fica empatado dentro da margem de erro.
- Metodologia da pesquisa citada: O Instituto Ideia ouviu 1.500 eleitores entre 3 e 7 de abril de 2026. A pesquisa foi encomendada pelo Canal Meio S.A. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-00605/2026.











