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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atacou nesta quinta-feira (24) o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao sinalizar que o considera um “miliciano” que não pode ter espaço no Palácio do Planalto. A declaração foi feita durante ato de campanha em São Gonçalo (RJ), ao lado do candidato ao governo do Rio, Eduardo Paes (PSD), e ocorreu após a divulgação de uma investigação envolvendo uma emenda parlamentar de quase R$ 200 mil destinada pelo parlamentar.
Lula retomou acusações que vem fazendo durante a campanha, segundo as quais integrantes da família Bolsonaro teriam relações com milicianos.
“Eu queria dizer primeiro dizer pra vocês que da mesma forma que o Brasil não cabe no quintal de ninguém, no Palácio do Planalto não cabe a representação de miliciano lá dentro”, afirmou o presidente.
O PT também passou a explorar a suposta ligação de Flávio Bolsonaro com a milícia no horário eleitoral gratuito, citando investigações e suspeitas relacionadas a emendas parlamentares destinadas por ele. Entre os casos mencionados está a destinação de quase R$ 200 mil para um projeto esportivo no Rio, após tratativas entre uma assessora do senador e Robson Calixto, conhecido como “Peixe”.
Segundo informações divulgadas nesta semana, mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Calixto mostram conversas com Maria de Fátima Bezerra Castro, então secretária parlamentar no gabinete de Flávio, sobre a liberação dos recursos.
A PF investiga suspeitas de desvio da verba, enquanto Flávio afirma que a emenda “foi destinada dentro da legislação vigente”.
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Calixto foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal por envolvimento no caso Marielle Franco e Anderson Gomes e é apontado como integrante da organização criminosa relacionada aos irmãos Domingos e Chiquinho Brazão. A investigação sobre a emenda, contudo, não estabelece, por si só, que Flávio tenha participado de eventual desvio ou de crimes praticados pelo condenado.
Flávio Bolsonaro nega qualquer ligação com o crime organizado e reagiu às declarações de Lula, classificando o presidente como “gagá” e afirmando que, caso seja eleito, pretende declarar milícias e facções criminosas como “grupos terroristas”.
A assessoria do senador também sustenta que a destinação dos recursos observou a legislação, enquanto as investigações continuam.








