Publicidade
Segurança pública

De castração química a fim da PM: o que os presidenciáveis propõem contra a violência

Imagem ilustrativa a partir das propostas dos candidatos a presidente na área da segurança pública.
Maioridade penal, drones, castração química, presídio amazônico e fim da PM estão entre as propostas dos presidenciáveis contra a violência. (Foto: Imagem criada utilizando ChatGPT/Gazeta do Povo)

Ouça este conteúdo

Construção de presídios de segurança máxima com regime disciplinar diferenciado no meio da Floresta Amazônica. Diminuição da a maioridade penal para 16 anos ou extingui-la completamente. Castração química para estupradores. Drones para combater o feminicídio. E até o fim da Polícia Militar (PM) e das forças de segurança pública como um todo. 

Chegado o momento das convenções partidárias e da oficialização das candidaturas dos partidos à Presidência da República nas eleições deste ano, começam a aparecer de maneira mais clara as propostas para a área de segurança pública, uma preocupação central apontada pelos eleitores. Levantamento Genial/Quaest divulgado em maio aponta a violência como a principal preocupação dos brasileiros, à frente de temas como corrupção, saúde, economia e educação, mantendo-se entre os principais temas que se cobram providências dos gestores públicos pelo menos desde o começo de 2025.

A persistência do tema no topo das preocupações sugere forte potencial de mobilização política e eleitoral. Da continuação do já está em curso até esdrúxulas e difíceis sugestões de se implementar, passando por boas ideias (elas também existem), a reportagem da Gazeta do Povo reuniu cinco dentre as principais propostas para o combate à violência no Brasil elencadas pelos principais nomes que estão colocados oficialmente ou como possibilidades para uma candidatura à Presidência da República. 

As propostas dos candidatos a presidente para a área da segurança pública

Flávio Bolsonaro (PL) 

  • Classificar organizações como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho como terroristas;
  • Construção de pelo menos cinco megaprisões de segurança máxima inspiradas em El Salvador; 
  • Castração química para criminosos sexuais; 
  • Redução da maioridade penal para 16 anos; 
  • Aumento de pena para os crimes de furto e roubo de telefones celulares. 

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 

  • Asfixia financeira do crime organizado;
  • Programa "Brasil contra o crime organizado”: R$ 11 bilhões para asfixia financeira de facções criminosas, fortalecimento dos presídios, esclarecimento de homicídios e combate ao tráfico de armas; 
  • Criação do Ministério da Segurança Pública; 
  • PEC da Segurança Pública: negociada com a oposição e parada no Senado, cria o Sistema Único de Segurança Pública, aumenta penas e endurece regras para integrantes de facções criminosas, entre outros pontos;
  • Programa Celular Seguro. 

Ronaldo Caiado (PSD) 

  • Classificar organizações como o PCC e o Comando Vermelho como terroristas; 
  • Criação da Muralha Brasileira: unificação de sistemas estaduais de monitoramento eletrônico e reconhecimento facial em todo o país para rastrear criminosos e veículos roubados;  
  • Aumento do policiamento ostensivo por parte das PMs; 
  • Confisco de bens de condenados por feminicídio para herdeiros das vítimas; 
  • Aumento de pena para estupradores, pedófilos e corruptos. 

Romeu Zema (Novo)

  • Classificar organizações como o PCC e o Comando Vermelho como terroristas; 
  • Uso das Forças Armadas no combate a facções criminosas; 
  • Construção de presídio na Floresta Amazônica para abrigar líderes de facções criminosas; 
  • Retomar territórios dominados pelo crime organizado; 
  • Aumento de penas para integrantes de facções criminosas. 

Renan Santos (Missão)

  • Adoção do "Direito Penal do Inimigo” contra integrantes de facções criminosas: prevê endurecimento de penas e supressão de direitos; 
  • Operações contínuas de Garantia da Lei e da Ordem com as Forças Armadas para retomar controle de territórios dominados por grupos criminosos; 
  • Fim da progressão de pena, saidinhas e maioridade penal; 
  • Construção de super presídios para lideranças de facções criminosas; 
  • Discussão da implementação de prisão perpétua e pena de morte.

Augusto Cury (Avante)

  • Integração entre PF, PMs e polícias civis, com maior valorização das carreiras e investimento em equipamentos, tecnologias e formação; 
  • Botão de pânico no celular de mulheres com medidas protetivas contra agressores conectado à PM e delegacia mais próxima; 
  • Drones de vigilância com câmeras e sirenes contra o feminicídio; 
  • Criação ou fortalecimento de forças de segurança municipais para prevenção de crimes de rua; 
  • Programa de atenção à saúde mental dos agentes de segurança pública. 

Cabo Daciolo (Mobiliza)

  • Valorização das carreiras na área com aumento de salários, melhor formação, equipamentos, tecnologia e condições de trabalho; 
  • Aplicação de 10% do PIB nas Forças Armadas;
  • Aumento de presença de PF, PRF e Forças Armadas nas fronteiras; 
  • Reformulação dos critérios de distribuição dos presos; 
  • Aumento drástico de efetivo na PF, PRF e outras forças de segurança federais.

 Edmilson Costa (PCB)

  • Desmilitarização: fim das PMs e unificação com a Polícia Civil; 
  • Controle social efetivo sobre as forças de segurança pública;
  • Fim de grandes operações policiais violentas em favelas e outros territórios pobres;
  • Fim do encarceramento em massa por crimes de menor potencial ofensivo como pequeno tráfico de drogas; 
  • Foco na resolução das causas sociais dos problemas de segurança. 

 Hertz Dias (PSTU)

  • Desmilitarização das forças policiais, com o fim das PMs; 
  • Criação de conselhos populares para definir as prioridades e políticas de segurança em cada comunidade; 
  • Ampliação dos direitos dos policiais, com possibilidade de sindicalização e filiação partidária; 
  • Legalização das drogas com monopólio estatal nos casos permitidos; 
  • Criação de mecanismos comunitários para autodefesa de comunidades. 

Samara Martins (UP) 

  • Extinção e desmilitarização da Polícia Militar; 
  • Punição dos torturadores "de ontem e de hoje"; 
  • Eleição de juízes e delegados; 
  • Retirada da PM dos campi universitários; 
  • Reforço no combate da violência contra as mulheres com mais recursos, redes de apoio e delegacias especializadas 24 horas espalhadas pelo país. 

Rui Costa Pimenta (PCO)

  • Dissolução completa de todas as corporações atuais (Militar, Civil, Federal e Guardas Municipais), vistas como órgãos de opressão contra as classes trabalhadoras e as favelas;
  • Fim do encarceramento em massa; 
  • Apoio irrestrito ao direito do cidadão e dos trabalhadores de possuírem armas para a própria defesa contra o crime e abusos; 
  • Substituição da polícia tradicional por comitês de autodefesa armada organizados pelos próprios moradores e trabalhadores nos bairros e locais de trabalho; 
  • Eleição popular de juízes e promotores. 

Heró Bezerra (PRTB) 

  • Instalação e ampliação de câmeras de vigilância nas áreas centrais, regiões metropolitanas e em todos os polos comerciais; 
  • Melhora na infraestrutura pública com impacto na segurança pública, como iluminação pública e reforma de vias; 
  • Aumento de efetivo das guardas municipais e das polícias;  
  • Integração das forças de segurança com mais tecnologia compartilhada; 
  • Criação de batalhões especiais das forças de segurança dentro de territórios dominados pelo crime organizado para recuperar as áreas.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.