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Decisão tomada

Michelle será candidata ao Senado pelo DF, afirma Bia Kicis

Michelle Bolsonaro Flávio convenção DF
Michelle Bolsonaro será oficializada como candidata ao Senado pelo DF em convenção do PL no domingo. (Foto: Victor Chagas e Bruno Koressawa / PL)

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A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) afirmou neste sábado (1º) que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro aceitou disputar uma vaga no Senado pelo Distrito Federal. O anúncio foi feito durante o lançamento da pré-candidatura da própria Bia, no Parque da Cidade, e encerra semanas de incerteza provocadas por conflitos internos no PL e pelas dúvidas manifestadas por Michelle sobre sua entrada na eleição.

“Michelle Bolsonaro anuncia que ela é, sim, pré-candidata ao Senado pelo PL do Distrito Federal. Acabou a dúvida, acabou o mistério, nós caminharemos juntas: Michelle Bolsonaro, Bia Kicis e Celina Leão, a maior chapa que esse Distrito Federal já viu. A maior, a melhor, feita por mulheres aguerridas. E nós chegaremos lá graças a vocês e graças a Deus”, declarou Bia.

O evento reuniu o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), apoiada pelo partido para a reeleição. Com a confirmação, Michelle e Bia devem ocupar as duas vagas reservadas ao PL na chapa de Celina. A composição ainda será formalizada na convenção do partido, marcada para este domingo (2), quando Michelle deverá dividir o palanque com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência.

Até a véspera do anúncio, Michelle dizia que ainda não havia tomado uma decisão. Após uma reunião com Bia e Valdemar Costa Neto na sexta-feira (31), afirmou que conversaria com Jair Bolsonaro e que sua prioridade continuava sendo cuidar do marido.

As dúvidas sobre a candidatura haviam aumentado depois da briga pública entre Michelle e Flávio Bolsonaro. Em um vídeo divulgado em 24 de junho, a ex-primeira-dama afirmou ter sido maltratada, desrespeitada e humilhada pelo enteado durante discussões sobre as alianças eleitorais do PL no Ceará e sobre o espaço destinado a candidaturas femininas.

Uma semana depois da publicação, Michelle deixou a presidência nacional do PL Mulher, cargo que ocupava desde 2023, e comunicou a Valdemar que não pretendia mais concorrer ao Senado. Flávio, por sua vez, afirmou em julho que não mantinha mais relação com a madrasta e que não havia entendido por que ela tornara públicas as acusações. O rompimento levou dirigentes do partido a temer que Michelle abandonasse a política e enfraquecesse tanto a chapa do DF quanto a campanha presidencial do senador.

Celina Leão e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), duas das principais aliadas de Michelle, passaram então a atuar para que ela reconsiderasse a decisão. Caso Michelle desistisse, o plano alternativo era lançar o senador Izalci Lucas (PL-DF) à reeleição ao lado de Bia.

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