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Incidentes

Missão eleitoral relata intimidação e acionamento da polícia

Problemas em cinco estados teriam partido de servidores da Justiça Eleitoral ou terceirizados.
Problemas em cinco estados teriam partido de servidores da Justiça Eleitoral ou terceirizados. (Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE)

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A organização Transparência Eleitoral informou neste domingo (4) que cinco de seus observadores eleitorais foram alvo de problemas no exercício das atividades. Os casos ocorreram no Amazonas, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Os problemas teriam envolvido funcionários da Justiça Eleitoral e terceirizados.

No Amazonas, a entidade conta que houve intimidação com o acionamento de um policial, que teria se retirado do local após entender que tratava-se de uma missão de observação eleitoral.

Ao todo, a Transparência Eleitoral distribuiu 99 observadores em 16 estados, no Distrito Federal e no exterior. Os resultados da observação são coletados em tempo real e consolidados. Todos os locais observados abriram os trabalhos às 8h e emitiram a zerésima, confirmando que não havia nenhum voto na urna antes da chegada dos eleitores.

Por outro lado, em um 1% da amostra houve a instalação de urnas em locais que não preservariam suficientemente o sigilo do voto. A entidade, no entanto, alegou que em nenhum caso isso interferiu na integridade do voto.

Houve ainda o registro de falhas técnicas em 13% das urnas ou outros dispositivos utilizados. Uma delas foi a divergência entre o número de eleitores aptos registrados na zerésima e o mesmo indicador no caderno de votação. Além disso, foi registrada a necessidade de se reinicializar uma urna para o cadastramento de mesários. Todas as ocorrências foram solucionadas com o auxílio de funcionários da Justiça Eleitoral, sem substituição de componentes das urnas.

A Transparência Eleitoral comunicou ainda que deve emitir um novo relatório às 14h30. O primeiro compreendeu o período das 8h às 9h30 a primeira hora e meia de votações. O objetivo dessa etapa era verificar as zerésimas, presença de mesários, obstáculos aos trabalhos de observadores, cabines de votação e filas. Além disso, constatou-se que cerca de 93% do eleitorado demonstrou ter informação suficiente sobre seu local de votação.

A Gazeta do Povo entrou em contato com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e aguarda um posicionamento sobre os relatos.

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