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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou neste domingo (25) que o sistema eleitoral brasileiro “é o melhor do mundo”. Ele falou à imprensa logo depois de votar no segundo turno da eleição em uma zona eleitoral no Jardim Paulistano, em São Paulo.
Moraes foi o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na eleição de 2022 e, recentemente, protagonizou uma crise com o colega André Mendonça, que é o vice-presidente da Corte.
“Hoje nós terminamos mais um ciclo eleitoral, quero novamente parabenizar a Justiça Eleitoral. É mais uma eleição com calma, tranquilidade e transparência, mostrando novamente que o sistema eleitoral do Brasil é o melhor sistema eleitoral do mundo”, afirmou.
Mais cedo, a ministra Cármen Lúcia e o vice-presidente do TSE, André Mendonça, também votaram neste segundo turno. A primeira votou em uma zona eleitoral em Belo Horizonte, enquanto que o segundo votou em Brasília.
Durante a sua gestão na presidência do TSE, entre agosto de 2022 e junho de 2024, Moraes foi alvo de fortes críticas de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por gerir a Corte eleitoral com mão de ferro principalmente em relação à publicação de mensagens nas redes sociais com suposto conteúdo desinformativo e de alegadas fake news.
Sob a presidência de Moraes, o TSE julgou e declarou a inelegibilidade de Bolsonaro por oito anos sob a acusação de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante uma reunião com embaixadores em julho de 2022. Aliados do ex-presidente alegaram perseguição política no julgamento.
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Moraes também determinou a desmonetização de canais aliados de Bolsonaro e a suspensão de perfis de influenciadores e veículos de mídia alinhados à direita, sob a justificativa de conter a divulgação de desinformação. O campo político conservador acusou as decisões de sufocamento financeiro e violação da liberdade de expressão.
Depois, em 2024, Moraes liderou a aprovação de regras rígidas que proibiram o uso de deepfakes e restringiram o uso de IA na propaganda das eleições municipais, prevendo a cassação do registro de candidatos que violassem as normas. Ele, ainda, promoveu uma forte centralização das decisões ministro, gerando críticas sobre o equilíbrio de poderes e o rito processual penal e eleitoral.








