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Eleições no Paraná

Presidente estadual ameaça deixar PL após filiação de Moro para apoiar candidato de Ratinho Jr.

Presidente do PL no Paraná, Fernando Giacobo.
Deputado Fernando Giacobo (PL-PR) defendeu manutenção da aliança entre o PL e o PSD de Ratinho Jr. (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

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Presidente do PL paranaense, o deputado federal Fernando Giacobo pode deixar o partido após a filiação do pré-candidato ao governo do Paraná Sergio Moro, ocorrida nesta terça-feira (24) em Brasília. Giacobo foi a única liderança estadual esperada pela cúpula nacional do PL que não participou do evento de filiação do ex-juiz da Lava Jato, que contará com o apoio do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a disputa eleitoral.

Segundo apuração da Gazeta do Povo, o presidente da sigla no Paraná ameaçou sair do PL e levar deputados aliados após o governador Ratinho Junior (PSD-PR) anunciar a desistência da pré-candidatura à Presidência da República. Giacobo é um antigo aliado do governador e passou a defender uma reviravolta no acordo com Moro, com o cancelamento da filiação dele até pouco tempo antes do evento que havia sido marcado e após os convites terem sido emitidos.

Na semana passada, após o primeiro encontro com Moro, o deputado federal defendeu que o partido deveria aguardar uma definição de Ratinho Junior antes de o PL abrir as portas para a filiação do ex-juiz da Lava Jato. Dias antes, Ratinho Junior havia recusado o convite do PL para assumir a vaga de candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro.

Ainda conforme a apuração da Gazeta do Povo, Giacobo criticou a decisão da cúpula nacional “de cima para baixo” em apoiar o senador Moro no Paraná, rompendo o acordo com o PSD de Ratinho Junior. Agora, com a filiação concretizada, aguarda-se para conferir se haverá um recuo de Giacobo ou se ele segue com a decisão de deixar a sigla ainda durante a janela partidária e reforçar o apoio ao candidato que será escolhido pelo governador do Paraná para dar continuidade ao projeto do grupo político no comando estadual.

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Ratinho Junior deve definir nos próximos dias o nome do escolhido na tentativa de fazer o sucessor no Palácio Iguaçu, sede do Executivo paranaense. Os mais cotados pelo PSD no Paraná, no momento, são:

  • o secretário estadual das Cidades, Guto Silva;
  • o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Alexandre Curi;
  • e o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel.

A reportagem da Gazeta do Povo confirmou que a chegada de Giacobo e de aliados dele já é tratada como uma possibilidade dentro do grupo político de Ratinho Junior.

Além do PL, o PSD perdeu o apoio do Novo no estado, que irá integrar a coligação encabeçada por Moro. Para o Senado, a aliança com Flávio Bolsonaro deve lançar os nomes do deputado federal Filipe Barros (PL-PR) e do ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol (Novo-PR). Ambos participaram da filiação de Moro nesta terça-feira, em Brasília.

Barros esquivou-se ao ser questionado pela Gazeta do Povo sobre a ausência de Giacobo na filiação e eventual saída dele da presidência do PL paranaense. “Prefiro não comentar isso nesse momento.” Giacobo foi procurado pela reportagem, mas não deu retorno até a publicação deste texto.

Enquanto isso, o secretário paranaense do Desenvolvimento Sustentável na gestão Ratinho Junior e ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca, foi outro que aproveitou a janela partidária e saiu do PSD do governador paranaense, desembarcando no MDB. Na nova sigla, confirmou a pré-candidatura ao governo estadual.

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