
Ouça este conteúdo
As primeiras manifestações de lideranças da direita após o anúncio da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais deste domingo (25) foram marcadas por questionamentos sobre o processo de votação.
O senador eleito Ubiratan Sanderson (PL-RS) lamentou a vitória de Lula e afirmou que pretende intensificar sua atuação no Senado contra o governo petista.
"Inacreditável. o Brasil continuará em caos por mais 4 anos. Mais 4 anos de destruição. Mais 4 ministros no STF. Mais aparelhamento nas instituições. Mais perseguições. Parece até um pesadelo. Mas não vamos desistir jamais. No Senado, minhas energias serão redobradas para defender o povo gaúcho e brasileiro contra esse regime autoritário que faz tudo pelo poder", publicou Sanderson.
Já o deputado federal Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP) afirmou que pretende acionar “todos os meios possíveis para que Justiça seja feita”, referindo-se à prorrogação inédita do prazo de votação por decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na publicação, citou Jair Bolsonaro, os presos pelo 8 de janeiro e brasileiros que, segundo ele, sofrem sob o atual regime.
Da mesma forma, o deputado federal Danilo Forte (PP-CE) atribuiu o resultado eleitoral à insegurança jurídica e criticou a prorrogação do horário de votação. “Vemos um resultado que pode ter sido fruto dessa balbúrdia, de passar por cima do horário estipulado. O Brasil perde em função da insegurança jurídica mais uma vez”, afirmou.
Por outro lado, o senador eleito Mauro Mendes (União Brasil-MT) manifestou preocupação com a situação econômica do país. “É um dia que considero triste na história do país, a escolha de um projeto que ao longo de 20 anos não foi capaz de resolver os problemas desse país. O Brasil está hoje mergulhado em uma grave crise fiscal, juros altíssimos, dívida pública que ultrapassa R$ 11 trilhões. Nós não mudamos a direção e isso vai trazer graves consequências”, declarou.
Em vídeo postado no X, o deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) criticou a postura da direita na disputa com Lula no segundo turno das eleições. "Nós tinhamos Lula com sangue nos olhos de um lado e do outro Nikolas e Pavanato fazendo micareta, sem um discurso combativo", registrou.
Com 99,9% das urnas apuradas, Lula somava 64.250.562 votos, o equivalente a 51,78% dos votos válidos, e venceu Flávio Bolsonaro (PL). Aos 80 anos, o petista foi reeleito para seu quarto mandato na Presidência da República.




