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A Polícia Federal atendeu a um pedido feito pela Advocacia-Geral da União (AGU) e abriu um procedimento prévio para apurar suspeitas de interferência e financiamento estrangeiro nas eleições brasileiras. A análise está sob responsabilidade da Diretoria de Inteligência da corporação e, por enquanto, ainda não há um inquérito policial formalmente instaurado.
Segundo o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, a medida está em fase inicial e servirá para avaliar as informações recebidas e definir os próximos passos.
“Já é uma investigação em andamento, mas ainda não foi instaurada a portaria do inquérito policial. Há um procedimento prévio que fazemos que é natural em todos os processos”, afirmou neste domingo (4).
A manifestação de Andrei ocorreu durante visita ao Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN), enquanto aumentam as discussões sobre possíveis ameaças externas e interferências no país. Em uma entrevista coletiva no começo da tarde, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, afirmou não ter recebido indícios relativos a isso.
“Até o momento, nós não temos nenhum indicativo concreto de interferência internacional. Muito se falava, meses atrás, inclusive no ano passado, que essas interferências poderiam vir através das plataformas”, afirmou.
A apuração solicitada pela AGU é diferente de outro inquérito aberto recentemente pela PF após o recebimento de informações dos Estados Unidos sobre possíveis riscos a instalações diplomáticas americanas no Brasil. Segundo Andrei, as duas investigações são independentes, mas poderão ser relacionadas caso surjam elementos que indiquem alguma conexão entre os fatos.
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No caso envolvendo as representações diplomáticas americanas, a PF já instaurou um inquérito policial e realizou, na sexta-feira (2), duas operações de busca e apreensão. Um dos mandados foi cumprido em São Paulo e o outro na região do Distrito Federal, dentro da apuração sobre um suposto planejamento de atos que poderiam colocar em risco instalações dos Estados Unidos.
Apesar das medidas judiciais, a PF ainda não identificou evidências concretas de ameaça contra qualquer embaixada. Andrei afirmou que os investigadores continuam analisando o material apreendido e que, até o momento, não foi encontrado um plano efetivo.
"Recebemos uma comunicação da embaixada dos Estados Unidos e, como é nosso dever, atuamos para apurar se tem alguma veracidade naqueles dados que nos foram encaminhados", declarou o diretor-geral.
Andrei Rodrigues frisou que os elementos colhidos até o momento “não indicam nada concreto, nenhum plano que a gente tenha identificado”.








