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Campanha de Lula

PT diz ter recebido garantia de Nunes Marques de que regra de canais não mudará

Edinho Silva e Lula
Edinho Silva afirma que presidente do TSE descartou mudanças bruscas antes do segundo turno. (Foto: João Valadares/Agência PT / arquivo)

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O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou nesta quarta-feira (21) ter recebido a garantia do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, que não haverá mudanças bruscas nas regras eleitorais na reta final da disputa presidencial, como a possibilidade de bloqueio dos canais políticos no WhatsApp nas 48 horas anteriores ao segundo turno, marcado para domingo (25).

A proposta foi discutida pelos ministros da Corte eleitoral e prevê a possibilidade de restringir canais com mais de 200 mil seguidores no WhatsApp. Caso seja adotada, a medida poderá afetar o “Exército do Lula”, canal ligado à campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com mais de 7 milhões de participantes, e a “Tropa do Flávio”, associada ao senador Flávio Bolsonaro (PL), que reúne cerca de 2 milhões.

“Ele garantiu a mim que nós não teríamos mudanças bruscas em regras na reta final da campanha”, disse Edinho a jornalistas no Palácio do Planalto.

O dirigente diz acreditar que a medida não será implementada por representar uma alteração concreta nas regras durante a fase decisiva da eleição. No entanto, Edinho Silva afirmou que o PT recorrerá à Justiça caso considere necessário adotar medidas contra eventuais mudanças.

“Todas as medidas jurídicas cabíveis”, declarou o dirigente ao tratar da reação do partido.

Em nota, o vice-presidente do TSE, André Mendonça, afirmou que o assunto foi debatido em duas reuniões entre ministros do TSE e que houve consenso sobre a necessidade de tratar do tema. Segundo o gabinete do magistrado, o objetivo é evitar a circulação de conteúdos ilícitos em um período no qual há pouco tempo para contestação ou correção.

“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, informou a nota.

O presidente do PT também negou que a legenda esteja buscando vantagens na disputa e defendeu condições equivalentes para os candidatos. Segundo Edinho Silva, a mobilização nas redes sociais ocorre desde o início da campanha, mas é preciso distinguir a atuação organizada das equipes eleitorais de uma mobilização espontânea de apoiadores.

Caso a medida seja aprovada, atingirá diretamente as últimas mobilizações dos apoiadores dos candidatos na reta final da eleição. Embora a legislação proíba a realização de propaganda eleitoral a partir de sábado (24), o deputado federal André Janones (Rede-MG) já prometeu que realizará uma transmissão ao vivo pela internet durante 24 horas após o debate da TV Globo, na noite de sexta-feira (23).

Janones comanda o canal “Exército do Lula”, onde distribui “missões” para os seguidores cumprirem para conseguir votos a Lula. Mais cedo, ele afirmou “provar matematicamente” que o petista será reeleito no domingo (25) por “larga vantagem” sobre Flávio Bolsonaro. No primeiro turno, Lula terminou na segunda posição com cerca de dois milhões de votos a menos do que Flávio.

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