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Justiça eleitoral

Renan Santos tem perfil suspenso no TikTok após decisão de Toffoli

Renan Santos
Segundo Renan Santos, a suspensão da campanha representa uma retaliação por sua atuação nos protestos contra o ministro Dias Toffoli. (Foto: Reprodução/YouTube/Kim Kataguiri)

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O TikTok suspendeu nesta segunda-feira (31) o perfil de Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão. A suspensão ocorreu horas depois da divulgação da decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que interrompeu a campanha do candidato.

Por meio da assessoria de comunicação, o TikTok confirmou à Gazeta do Povo que "a conta não está mais disponível em razão do cumprimento de uma ordem judicial".

A conta era uma das principais plataformas usadas por Renan para divulgar conteúdo eleitoral. Antes da suspensão, Renan reunia cerca de 1,1 milhão de seguidores no TikTok.

Até o fechamento desta matéria, as outras contas de Renan mencionadas na decisão de Toffoli continuavam disponíveis. Os perfis do candidato no Instagram, Facebook e X permaneciam ativos e acessíveis.

Por volta das 22 horas, a campanha de Renan Santos informou à imprensa que o canal do candidato no YouTube também havia sido retirado do ar.

Toffoli questionou declaração de perfis

Apesar de manter presença em diferentes redes sociais, Renan Santos informou ao TSE apenas uma conta no X e um site quando protocolou o pedido de registro da candidatura, em 7 de agosto, segundo apuração da Folha de S.Paulo. Instagram, YouTube e TikTok, por exemplo, ficaram fora da relação inicial.

Em 19 de agosto, três dias após o início oficial da campanha, a equipe jurídica de Renan pediu ao tribunal a inclusão de outras contas.

Segundo a Folha, esses perfis ainda não apareciam na base de dados do TSE nem na ficha oficial do candidato no DivulgaCand até o início da noite de 27 de agosto.

A situação chamou a atenção da Folha, que procurou o TSE na tarde daquele dia. Pouco depois, às 19h, o processo recebeu um documento que certificava o pedido de inclusão das novas contas. A movimentação ocorreu no mesmo dia do contato do jornal com o tribunal.

A legislação eleitoral exige que os candidatos informem à Justiça Eleitoral os endereços eletrônicos que utilizarão para propaganda.

Entre as contas acrescentadas pela chapa estão os perfis pessoais de Renan no Instagram, TikTok, YouTube e Facebook, além de páginas associadas à candidatura, como “Onça Viral”, “Multiverso Amarelo” e “Jaguatirica Hub”.

Além de suspender a propaganda eleitoral digital, Toffoli determinou a interrupção dos repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e proibiu Renan Santos e seu vice, Aroldo Medina, de participar de debates, entrevistas e sabatinas.

Renan deve recorrer da decisão

A decisão, contudo, não retirou definitivamente Renan da disputa presidencial. O registro da candidatura continua em análise no TSE.

Antes da decisão de Toffoli, a Procuradoria-Geral Eleitoral havia se manifestado pelo deferimento da candidatura.

Renan contesta a decisão e afirma que a inclusão posterior dos perfis ocorreu por uma falha técnica no sistema do TSE. O candidato classificou a medida como “ilegal” e “persecutória” e afirmou que pretende recorrer.

Renan também relacionou a decisão às manifestações que organizou contra Toffoli no contexto das discussões envolvendo o Banco Master.

Segundo o candidato, a suspensão da campanha representa uma retaliação por sua atuação nos protestos contra o ministro.

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