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“Intocáveis”

Zema volta a criticar Gilmar e Moraes em vídeo que cita suposta relação com Vorcaro

Romeu Zema STF Gilmar Mendes
Romeu Zema endurece discurso contra o STF e eleva o tom da pré-campanha presidencial (Foto: EFE / Isaac Fontana)

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O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), divulgou um novo vídeo nas redes sociais com críticas aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), na série satírica “Os Intocáveis”. O principal alvo é o ministro Gilmar Mendes, que deu declarações públicas contra a postura de Zema na última semana, quando pediu a inclusão do mineiro no “inquérito das fake news”, conduzido por Alexandre de Moraes.    

No vídeo, divulgado na tarde deste sábado (25), fantoches representam Mendes e Moraes em uma sátira, que cita o banqueiro Daniel Vorcaro e acusa a Corte de tentar usar o inquérito, aberto em 2019, para censurar as críticas do pré-candidato à Presidência. A reforma do Judiciário passou a ser uma das principais bandeiras da pré-campanha presidencial de Zema.  

A série de vídeos satíricos nas redes sociais do ex-governador de Minas Gerais abriu uma nova frente de tensão entre atores políticos e o Judiciário ao usar humor para criticar decisões do STF. Antes de Moraes, o ministro Dias Toffoli também foi alvo das sátiras ao lado de Gilmar Mendes.

Nos vídeos, o enredo gira em torno da ideia de que determinadas figuras públicas seriam “intocáveis”, sugerindo, de forma satírica, a existência de proteção institucional. As produções fazem alusões a decisões judiciais e a investigações recentes, além de críticas diretas à atuação do Supremo.

Na notícia-crime contra Zema, Gilmar Mendes afirma que o conteúdo divulgado fere sua honra e a do tribunal, além de simular diálogos inexistentes que comprometem a credibilidade da Corte.

“Valendo-se de sofisticada edição profissional e de avançados mecanismos de 'deep fake', o vídeo emula vozes de ministros da Suprema Corte para travar diálogo que, além de inexistente, tem como claro intuito vulnerar a higidez desta instituição da República, com objetivo de realizar promoção pessoal”, diz o ministro em trecho do despacho publicado pela Folha de S. Paulo.

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