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Opinião

A fonte do Atlético secou

Por onde andam os gols do Atlético? No arrastado empate por 0 a 0 de ontem [quarta-feira] à noite, contra o Santa Cruz, completou a quarta partida consecutiva sem um golzinho sequer. Foram dois empates em zero e duas derrotas por três, sem nada marcar.

Certo que há desfalques – o que tem sido uma tônica do clube neste início de temporada –, mas o time poderia render bem mais do que apresentou no Recife. Certo também que as chances que surgiram foram praticamente atleticanas, com o gol perdido por Grafite, no primeiro tempo, e a bola da trave de Sidcley, antecipando o pênalti mal cobrado por Rossetto e defendido por Júlio César.

E mais nada. Ressente-se a equipe de uma melhor articulação para poder desaguar o bom toque de bola que apresenta. Mas infrutífero, só pé a pé, sem afunilamentos nem nada.

Foi empate fora de casa, que não é mau resultado na Copa do Brasil – embora o 0 a 0 seja o pior de todos, pois dá qualquer empate sem gols ao Santa. E apenas o primeiro degrau da escala, que domingo tem jogo em Salvador (Bahia, Campeonato Brasileiro) e na outra quarta em Santiago (Universidad Católica, Libertadores).

Resta saber quando serão reencontrados os gols, pois a fonte atual parece ter secado, o que compromete o rendimento dos rubro-negros em suas apresentações.

No rumo certo

O campeão paranaense quer mais. Ao contrário das incertezas vividas nos anos anteriores, a temporada 2017 surge diferente para o Coritiba. Sem se deixar levar pela ressaca do título conquistado, apesar da merecida festa, se apressa em anunciar a vinda de mais jogadores para a dureza que promete ser o Campeonato Brasileiro que já chega no fim de semana.

Porque o Estadual, sabe-se, não é parâmetro para projetar a campanha nacional e quem se acomoda nos louros domésticos invariavelmente se enrosca nesta jornada maior que se inicia. E, justamente por isso, o Coxa anuncia a chegada de jogadores importantes para a campanha, a começar pelo filho do Lela, o Alecsandro, que garante repetir as caretas do pai a cada rede balançada.

Mas não é só. Completa bem o lado direito com o ex-atleticano Léo (que está fazendo muita falta por lá) e só fica procurando um lateral-esquerdo para compor o grupo defensivo. E traz dois dos jogadores mais importantes do J. Malucelli, Getterson e Tomas, com todos os predicados para darem certo também no alviverde.

Cedo ainda para projetar pleno sucesso ou sonhar com vaga entre os melhores da temporada (claro que o torcedor sempre pode). Mas se estas peças se encaixarem com o bom material humano já no clube, há qualidade técnica para imaginar dias melhores do que os vividos pelos coxas nos últimos anos.

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