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Amistoso

Com show em amistoso, Neymar dá prévia que será mesmo protagonista na Copa

O jogo está ruim, a seleção começava a ser vaiada, até que o camisa 10 entrou em ação, marcou gol, participou dos outros três e comandou a fácil vitória do Brasil sobre o Panamá

Neymar comemora o gol de falta que abriu a vitória do Brasil: cobrança perfeita | Fernando Bizerra Jr./ EFE
Neymar comemora o gol de falta que abriu a vitória do Brasil: cobrança perfeita (Foto: Fernando Bizerra Jr./ EFE)

O passe longo errado de David Luiz esgotou a paciência da torcida. Era metade do primeiro tempo e boa parte do Serra Dourada começou a vaiar a seleção brasileira. O empate sem gols com o Panamá era reflexo direto de uma atuação ruim. Bastaram dois minutos para Neymar resolver o problema.

Em uma jogada individual, sofreu falta pela meia esquerda, perto da área. Da posição em que tem apresentado melhor rendimento nos treinamentos, colocou a bola no ângulo superior direito de McFarlane. O 200.º gol na carreira, primeiro em dois meses, abriu o caminho para uma goleada com a assinatura do craque. O camisa 10 participou dos três outros gols dos 4 a 0 sobre os panamenhos. Deu dribles, chapéus, caneta no juiz, uma bicicleta na grande área. Fez aquilo que o Brasil espera dele na Copa do Mundo: foi a salvação de um time que não encontrava o caminho.

"A gente começou meio devagar e foi crescendo com o tempo. Colocamos nosso ritmo e fizemos o placar", afirmou o jogador, que revelou certo incômodo com a reação do público às dificuldades iniciais. "Vou até pedir um pouco mais de paciência para a nossa torcida, tomamos vaia no começo. Esse campo é ruim, não estamos acostumados", argumentou.

O próprio Neymar demorou a engrenar. Até fazer o gol de falta, pouco participou do jogo. Perdeu a bola no primeiro toque e, estático pela direita, custou a se livrar do bloqueio defensivo panamenho. Reflexo natural do fim de temporada na Europa, em que uma contusão o fez estar em campo apenas seis vezes nos dois últimos meses.

"Ainda não estou pronto fisicamente. Falta ritmo de jogo, cansei no final. Hoje estou a 70%, mas dá tempo de melhorar porque faltam nove dias para a estreia", afirmou. "Ele precisa de ritmo, de jogar. Não será poupado, a não ser que aconteça algo", disse o técnico Luiz Felipe Scolari, negando qualquer intenção de deixar o atacante fora de algum treinamento até a estreia no Mundial ou do amistoso de sexta-feira, com a Sérvia.

Sempre em campo, Neymar irá também preparar as canelas. No fim do primeiro tempo, tomou cartão amarelo por reclamar de uma pegada de Cooper. Na metade do segundo, causou preocupação ao tomar um carrinho frontal de Goméz. "Os caras chegam junto. Quem bateu no jogo, depois veio tirar foto", brincou.

Aplaudido pelo estádio inteiro, Neymar foi tietado pelos panamenhos. Tirou fotos com todos que pediram e deu sua camisa a Cummings. Hulk, companheiro de seleção, ganhou um presente melhor: a assistência de calcanhar para o terceiro gol.

"Os adversários não esperavam, mas conhecendo a qualidade do Neymar, eu sabia que ele ia fazer aquilo. Deu um passe maravilhoso de calcanhar e eu tive de chegar finalizando bem", disse o atacante, que marcou seu primeiro gol no Brasil.

Para Neymar, o passe de calcanhar e o gol foram seus dois lances mais bonitos no jogo. Duas joias que transformaram vaias em aplausos e abriram o caminho para a esperada vitória brasileira. E Neymar ainda tem 30% a mais de futebol para apresentar na Copa...

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