

1 de 22
13/06 - Espanha 1 x 5 Holanda (Salvador)

2 de 22
14/06 - Colômbia 3 x 0 Grécia (BH)

3 de 22
15/06 - Argentina 2 x 1 Bósnia (Rio)

4 de 22
16/06 - Alemanha 4 x 0 Portugal (Salvador)

5 de 22
17/06 - Bélgica 2 x 1 Argélia (BH)

6 de 22
18/06 - Espanha 0 x 2 Chile (Rio)

7 de 22
19/06 - Uruguai 2 x 1 Inglaterra (São Paulo)

8 de 22
21/06 - Argentina 1 x 0 Irã (BH)

9 de 22
22/06 - Bélgica 1 x 0 Rússia (Rio)

10 de 22
23/06 - Holanda 2 x 0 Chile (São Paulo)

11 de 22
24/06 - Costa Rica 0 x 0 Inglaterra (BH)

12 de 22
25/06 - Equador 0 x 0 França (Rio) com a namorada Michelle Lemos

13 de 22
26/06 - Portugal 2 x 1 Gana (Brasília)

14 de 22
28/06 - Brasil 1 (3) x (2) 1 Chile (BH)

15 de 22
29/06 - Costa Rica 1 (5) x (3) 1 Grécia (Recife)

16 de 22
30/06 - França 2 x 0 Nigéria (Brasília)

17 de 22
01/07 - Bélgica 2 x 1 Estados Unidos (Salvador)

18 de 22
04/07 - Brasil 2 x 1 Colômbia (Fortaleza)

19 de 22
05/07 - Holanda 0 (4) x (3) 0 Costa Rica (Salvador)

20 de 22
08/07 - Brasil 1 x 7 Alemanha (BH)

21 de 22
09/07 - Holanda 0 (2) x (4) 0 Argentina (São Paulo)

22 de 22
13/07 - Alemanha x Argentina (Rio)
Ainda dentro do Maracanã, depois de viver a emoção de ver a seleção brasileira derrotar a Espanha na empolgante final da Copa das Confederações no ano passado, o engenheiro carioca Thiago Pessoa decidiu que não queria assistir pela tevê aos jogos de uma Copa do Mundo no Brasil. A partir de então, ele montou uma estratégia para ir ao maior número possível de partidas. O primeiro passo foi descolar os ingressos. E para espanto das pessoas que não conseguiram comprar um mísero tíquete no site da Fifa, Thiago adquiriu 23 entradas inclusive para a abertura e para a final.
SLIDESHOW: Confira em imagens o caminho percorrido pelo torcedor
Não dá para dizer que Thiago teve sorte para conseguir os ingressos. Na fase de sorteio, ele não foi contemplado nenhuma vez. Nem recorreu a cambistas. Montou, então, uma força-tarefa, com a ajuda da mãe, da namorada e de amigos. Cada vez que uma nova fase de vendas era aberta, o exército de "aliados do Thiagão" entrava no site. Ele mesmo ia para a lista de espera em três dispositivos: dois computadores e um tablet. Acredita que compreender o funcionamento do sistema de compras ajudou para que tivesse êxito. Milhagens também renderam um par de ingressos.
Thiago programou as férias no trabalho para coincidir com o Mundial da Fifa. Obcecado por grandes eventos esportivos, de dois em dois anos, o flamenguista de 32 anos já prevê o mês de descanso para o período de Copa do Mundo e Olimpíada. Mas ficava restrito ao sofá. Não tinha tido a oportunidade de viver a emoção de presenciar as disputas.
As faturas gordas do cartão de crédito começaram a chegar, mês a mês. A "brincadeira" custou R$ 25 mil só com ingressos e passagens. Para diminuir gastos com hotéis (mais caros durante o Mundial) e usando o Rio de Janeiro como ponto de partida para os voos, ele tentava voltar para casa após cada partida. Com receio de se atrasar para o jogo do dia seguinte, Thiago nem tentou comprar entradas para as sedes mais distantes, como Manaus e Porto Alegre. Também nem pensou em Curitiba, temendo que o aeroporto ficasse sem teto (o que acabou não ocorrendo). Mesmo assim, a logística incluiu passar por sete das 12 cidades-sede. A empreitada contou com a companhia do amigo Marcio Ferreira, que foi colega de faculdade.
Cansado depois de tanta correria, Thiago acredita que valeu a pena e garante que faria tudo de novo. "É um sonho. O principal motivador é viver esse momento, ter uma história para contar, passar pela experiência de um grande evento no Brasil", resume. Ele viu 23 das 32 seleções participantes da Copa. Sabe o 5 a 1 da Holanda na Espanha? Thiago estava lá. Lembra o sofrimento da seleção brasileira nos pênaltis contra o Chile? Assistiu direto da arquibancada. E o massacre alemão de 7 a 1 no Brasil no Mineirão? Foi testemunha desse momento histórico. E quando Alemanha e Argentina entrarem em campo, no domingo, para ver quem ergue a taça da Copa do Mundo no Brasil, o engenheiro também estará lá, juntamente com milhares de brasileiros que esperavam ver a "final das finais" dentro do próprio país.
Logística maluca
Desde o dia 12 de junho, quando começou a Copa, Thiago Pessoa vive uma maratona constante. As passagens aéreas acabaram custando um pouco mais do que as entradas nos jogos. E mesmo comprando com antecedência de mais de dois meses, teve dificuldade para encontrar voos. "Às vezes não tem nem ônibus para o horário em que precisava estar em outra cidade", diz. Foi o que aconteceu na saída do Recife, rumo a Brasília. Sem voo direto de Pernambuco, ele comprou passagem saindo de João Pessoa, a 120 quilômetros de distância. Com o jogo Costa Rica e Grécia indo para a prorrogação e para os pênaltis, ele perdeu o último ônibus rumo à capital paraibana. Precisou pegar uma van para chegar até lá e garantir presença no dia seguinte, na disputa entre França e Nigéria.



