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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta sexta-feira (29) a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, tomada na véspera. O petista ainda chamou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de traidor pelo pedido feito durante a visita ao presidente Donald Trump nesta semana.
"Estou muito triste hoje com a notícia de que o secretários dos Estados Unidos, um tal de Marco Rubio, disse que os nossos criminosos aqui são terroristas e que os americanos podem fazer intervenção", disparou Lula afirmando que o secretário sequer participou da reunião que ele teve com Trump recentemente.
Flávio comemora classificação
O anúncio da medida, pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, ocorre um dia após uma reunião entre ele e Flávio Bolsonaro na Casa Branca. Antes, o senador visitou o presidente dos EUA, Donald Trump, no Salão Oval, onde apresentou esse pedido.
Flávio defende essa classificação ao menos desde o ano passado, quando o governo Lula intensificou contatos com o governo americano para evitar a medida. O Executivo argumenta que as facções não se enquadram no conceito legal brasileiro de terrorismo, em que grupos causam pânico social por motivações políticas ou ideológicas. Para o governo brasileiro, PCC e CV cometem crimes em busca de dinheiro.
Lula e o PT ainda dizem que a classificação das facções como terroristas abre brechas para os EUA realizarem intervenções militares no Brasil, ferindo a soberania nacional, ou seja, o controle do território nacional pelo Estado brasileiro.
Lula confirma que indicará Messias novamente para o STF
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou, nesta sexta-feira (29), que enviará novamente ao Senado a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) após a aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso.
Na primeira tentativa, Messias teve o nome rejeitado pelos senadores por 42 votos contrários a apenas 34 favoráveis, impondo uma derrota histórica ao governo. Lula criticou a decisão dos parlamentares, afirmando que a rejeição foi puramente política, e não por conta da carreira do advogado.
“Ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. (...) Portanto, eu vou indicar o Messias outra vez”, declarou o presidente em um compromisso no estado de Sergipe.
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