O Gazeta Agora, jornal ao vivo da Gazeta do Povo, destaca que Flávio condiciona seus sigilos à abertura de dados de ex-chefe de gabinete e de Janja.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) condicionou, nesta quarta-feira (21), a divulgação de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico à abertura de dados do ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como “Marcola”, e da primeira-dama Janja da Silva. Em petição apresentada à Justiça Eleitoral, o parlamentar autorizou o acesso às próprias informações dos últimos 20 anos, mas estabeleceu exigências para que a medida também alcance o presidente e pessoas próximas a ele.
A cobrança de Flávio ocorre três dias depois de Lula lançar o desafio, durante o debate da Band, e ter protocolado na véspera a autorização no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O petista colocou à disposição os sigilos de Janja, de seus filhos e de sua empresa de eventos se Flávio fizer o mesmo com os dados de sua família e seus negócios.
“Eu quero levar o desafio até as últimas consequências. Eu abro meu sigilo de telefone se o Marcola abrir o dele”, afirmou Flávio durante ato de campanha em Guarulhos (SP) ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).
TSE discute bloqueio de canais políticos de WhatsApp antes do 2º turno
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vem discutindo nos últimos dias o bloqueio de canais políticos no WhatsApp às vésperas do segundo turno da eleição presidencial marcada para o próximo domingo (25). A medida atingiria aqueles que possuem mais de 200 mil seguidores, afetando diretamente os dois que ganharam mais destaque nesta reta final: o “Exército do Lula”, que conta com mais de sete milhões de participantes, e a “Tropa do Flávio”, com cerca de dois milhões.
A discussão da medida foi divulgada nesta quarta-feira (21) pelos jornais Folha de S. Paulo e O Globo e respondida horas depois pelo vice-presidente do TSE, ministro André Mendonça. De acordo com ele, o possível bloqueio foi debatido pelos magistrados em duas reuniões, na sexta-feira passada (16) e nesta terça-feira (20), e teve consenso sobre a necessidade de tratar do assunto.
“O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, afirmou Mendonça em uma nota à imprensa divulgada no começo da tarde.
PF pede prorrogação de inquéritos sobre Lulinha para avançar nas investigações
A Polícia Federal (PF) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prorrogação dos inquéritos que investigam suspeitas de tráfico de influência envolvendo o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”. Os investigadores alegam que o prazo inicial de 60 dias foi insuficiente para concluir as apurações e apontam a existência de diversas diligências ainda em andamento.
Os pedidos foram encaminhados ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF, mas ainda não foram analisados porque os processos relacionados aos casos Master e INSS estão paralisados na presidência da Corte desde setembro. Mendonça enviou um ofício ao presidente do Supremo, Edson Fachin, solicitando uma definição sobre a devolução dos processos ao seu gabinete.
À imprensa, a defesa de Lulinha criticou a investigação afirmando que extratos bancários já apresentados durante a CPMI do INSS não apresentaram informações que pudessem comprometê-lo. Disse, também, que nada será encontrado relativo a vantagens em passagens aéreas supostamente pagas pela lobista Roberta Luchsinger e que confia que o STF “não chancelará uma devassa sem objeto”.
O Gazeta Agora vai ao ar ao vivo, às 16h30, no YouTube, com apresentação de Carla Lima, comentários de Paulo Polzonoff Jr e participações de Aline Brito direto de Brasília.



