Publicidade
Oferecido por:

IA senioriza vagas de entrada: será o fim do estágio?

A inteligência artificial está reduzindo tarefas repetitivas e elevando o nível de exigência para quem busca as primeiras oportunidades no mercado de trabalho. Diante da chamada "seniorização" das vagas de entrada, universidades passam a investir em uma formação que combina conhecimento técnico, pensamento crítico e competências valorizadas pelos empregadores.

Formação universitária busca preparar estudantes para um mercado de trabalho cada vez mais impactado pela inteligência artificial.
Formação universitária busca preparar estudantes para um mercado de trabalho cada vez mais impactado pela inteligência artificial. (Foto: Edu Leporo Fotografia)

Ouça este conteúdo

A inteligência artificial chegou ao mercado de trabalho há pouco tempo, mas já está mudando o que as empresas esperam de quem busca a primeira oportunidade de estágio. Pesquisas recentes mostram que tarefas básicas antes delegadas a estagiários vêm sendo automatizadas, ao mesmo tempo em que cresce a cobrança por competências antes associadas a profissionais mais experientes.

Relatório de junho da PwC, baseado na análise de 2,4 milhões de vagas de entrada nos Estados Unidos, constatou que os postos mais relacionados com a IA passaram a exigir com muito mais frequência habilidades associadas a profissionais mais experientes, como capacidade de liderança. Já a National Association of Colleges and Employers (NACE) apontou que mais de um quarto das empresas reduziu tarefas tradicionalmente destinadas a iniciantes, enquanto mais da metade discute abertamente a substituição de parte dessas atividades pela tecnologia.

O fenômeno já ganhou até um nome: "seniorização" das vagas de entrada. Diante desse cenário, habilidades como comunicação, pensamento crítico, autonomia, repertório cultural e capacidade de aplicar conhecimento em situações reais se tornam diferenciais cada vez mais procurados em empresas, gestoras, órgãos públicos e escritórios de destaque.

Algumas instituições de ensino superior já têm em conta o fenômeno da "seniorização" do início da carreira e agem para vacinar os alunos contra seus efeitos. É o caso da Faculdade Belavista, onde essa conexão entre formação e mercado faz parte da trajetória acadêmica de alunos de Direito e Economia, que já estão inseridos em organizações como a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo, o Bradesco BBI e a gestora M Square.

A preparação combina rigor acadêmico, formação humanística, contato com empresas e lideranças e acompanhamento individual por meio do Summit Belavista, programa de mentoria da instituição.

O que as empresas esperam dos novos profissionais

A mudança nas exigências não ocorre só por causa da inteligência artificial. Ela faz parte de uma transformação mais ampla do ambiente de trabalho, no qual habilidades comportamentais e intelectuais passaram a ter peso semelhante ao conhecimento técnico.

O levantamento divulgado pela NACE aponta comunicação, profissionalismo e pensamento crítico entre as competências mais valorizadas na contratação de jovens profissionais. Ao mesmo tempo, essas habilidades aparecem entre as áreas em que os empregadores ainda identificam maior distância entre suas expectativas e a preparação dos candidatos.

Na avaliação de Ricardo Kanitz, sócio da Spectra Investments, conhecimentos técnicos básicos são requisitos de entrada, mas não bastam para destacar um profissional em início de carreira. O diferencial aparece na forma como ele interpreta informações e constrói conclusões próprias. “A grande maioria apenas reproduz o que leu nos jornais. Alguém que consiga processar a informação e criar uma visão crítica é um ativo raro no mercado”, afirma.

Kanitz também valoriza profissionais capazes de agir com autonomia, especialmente em organizações com equipes reduzidas e menos níveis de supervisão. “Não tenho uma equipe de líderes e sublíderes para guiar cada passo. Preciso de gente que se movimente sozinha, que saiba aonde quer chegar.”

Milena Seabra, diretora-executiva da Faculdade Belavista, destaca que “a transformação do mercado exige profissionais capazes de combinar conhecimento técnico com capacidade de análise, tomada de decisão, responsabilidade e visão de mundo”. Isso é levado em conta nos cursos da Belavista. “Entendemos a empregabilidade como mais um elemento da formação integral do aluno e trabalhamos essa conquista ao longo de toda a graduação”, afirma.

Segundo ela, a preparação não começa quando o aluno encontra uma vaga nem termina quando recebe a notícia da aprovação. “O estágio é consequência de um caminho construído ao longo dos semestres. O que buscamos fortalecer é a capacidade de aprender continuamente, interpretar problemas, trabalhar com diferentes perspectivas e aplicar conhecimento em situações concretas”, diz.

Essa combinação foi decisiva para Davi Cury, de 20 anos, estudante do quinto período de Economia da Faculdade Belavista e estagiário na área de Macroeconomic Research do Bradesco BBI.

Além das entrevistas, o processo seletivo exigiu o desenvolvimento de um projeto que envolvia coleta automatizada de dados, programação e modelagem econométrica. Não bastava conhecer conceitos econômicos: era preciso transformá-los em uma entrega funcional.

“Dois pontos fizeram bastante diferença para minha aprovação: o gosto real por estudar economia e uma base técnica e humana forte. Em uma área como pesquisa macroeconômica, não basta o interesse superficial. É preciso entender os problemas, estudar metodologia, lidar com dados, programar e interpretar os resultados economicamente”, afirma.

Davi avalia que a formação recebida na Belavista contribuiu tanto para a seleção quanto para sua adaptação ao ambiente profissional. “Nas entrevistas, consegui falar de projetos acadêmicos com profundidade. Depois, na etapa técnica, a macroeconomia ajudou a interpretar o problema; a econometria foi importante para a modelagem; e a programação foi essencial para construir uma entrega funcional. A mentoria também fez diferença ao me ajudar a comunicar melhor minhas experiências.”

Formação técnica já não é suficiente

No Direito, as ferramentas de inteligência artificial também começam a assumir tarefas de pesquisa, organização documental e produção de textos preliminares. O valor do jovem profissional, portanto, passa cada vez mais por sua capacidade de interpretar normas, construir argumentos, compreender as particularidades de cada caso e avaliar criticamente o material produzido pela tecnologia.

Sofia Bragoni, de 20 anos, estudante de Direito e estagiária na Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo, conquistou sua vaga após um processo seletivo composto por prova dissertativa e redação. Nas avaliações, precisou demonstrar domínio conceitual, clareza de raciocínio e capacidade de argumentação.

“Acredito que o principal diferencial foi a base teórica sólida aliada ao comprometimento e ao interesse pela prática do Direito. A formação proporcionada pela Belavista contribuiu significativamente para o desenvolvimento do raciocínio jurídico, da interpretação normativa, da análise de casos concretos e da comunicação escrita”, explica.

Entre suas atribuições atuais estão a análise de processos, a realização de pesquisas, a elaboração de minutas e o apoio às atividades do setor. “A faculdade teve um papel essencial na minha preparação, proporcionando não apenas conhecimento técnico, mas também o reforço da autonomia intelectual, da disciplina e da capacidade de adaptação”, afirma.

Aluno de Economia, Eduardo Diniz, de 21 anos, é estagiário da gestora M Square. Ele destaca que o mercado procura cada vez mais profissionais capazes de conectar a base técnica a uma compreensão ampla dos desafios enfrentados pelas organizações.

“Desde o início da graduação, percebi que a Belavista possui uma proposta muito diferente da formação tradicional. Existe uma preocupação muito forte em formar profissionais completos, aptos a tomar decisões complexas e compreender o impacto humano, social e econômico das próprias escolhas”, diz.

Para Eduardo, as disciplinas do Core Curriculum desempenharam papel importante nesse processo. “Além das disciplinas técnicas de Economia, a Belavista trabalha áreas como Filosofia, Ética, Antropologia, Literatura e Humanismo. Isso amplia o repertório, algo que faz muita diferença tanto no trabalho quanto na vida pessoal.”

Esse repertório pode se tornar ainda mais relevante em um cenário no qual respostas prontas estão disponíveis em poucos segundos. Saber formular boas perguntas, identificar erros, distinguir informações relevantes e compreender as consequências de uma decisão passa a diferenciar o profissional que apenas utiliza uma ferramenta daquele que efetivamente conduz o trabalho.

Mentoria ajuda a conectar a formação com a carreira

Fora da sala de aula, iniciativas de aproximação com executivos, empresas e organizações permitem que os estudantes conheçam diferentes culturas profissionais, compreendam o que cada setor espera de seus candidatos e tenham contato com possibilidades concretas de carreira.

O Summit Belavista acompanha individualmente os alunos ao longo dessa preparação. A proposta é ajudá-los a identificar aptidões, desenvolver habilidades comportamentais e apresentar suas experiências acadêmicas de maneira clara nos processos seletivos.

“A mentoria individual é uma ferramenta central para refletir sobre objetivos, desenvolver autoconhecimento e transformar experiências acadêmicas em bagagem para futuros desafios profissionais”, afirma Nélio Póvoa, head de Pessoas e Cultura e coordenador do programa de mentoria da Faculdade Belavista.

Segundo ele, a conexão com o mercado também ocupa uma posição estratégica na formação. “Quando aproximamos estudantes de profissionais, lideranças e organizações, ajudamos a tornar mais concreta a transição entre universidade e carreira dentro de um ambiente de negócios em plena transformação.”

Eduardo Yoshida, estudante de Direito que participa atualmente dos processos seletivos do meio do ano, afirma que essa preparação envolve não apenas estudar para provas, mas conhecer a dinâmica das entrevistas, as características de cada organização e o próprio perfil profissional.

“Ao participar de diferentes seleções, começamos a entender melhor os modelos, o perfil de cada escritório e o que se espera de um estagiário. Ter autoconhecimento ajuda muito, porque permite dialogar com as lideranças com segurança e profissionalismo”, relata.

A inteligência artificial pode reduzir o espaço para tarefas repetitivas e mudar a rotina de quem está ingressando no mercado. Ao mesmo tempo, aumenta a importância de características que não podem ser adquiridas com um comando digitado em uma plataforma.

As pesquisas mencionadas e as experiências relatadas pelos alunos apontam para uma transformação do estágio: tarefas mecânicas tendem a perder espaço, enquanto cresce a demanda por jovens capazes de interpretar problemas, formular soluções e trabalhar com autonomia. A porta de entrada continuará aberta, mas exigirá mais preparação de quem busca atravessá-la.

Sobre a Faculdade Belavista

Credenciada com nota máxima pelo Ministério da Educação, a Faculdade Belavista é uma instituição de ensino superior sem fins lucrativos que oferece cursos de Direito e Economia com foco em formação integral, excelência acadêmica, visão humanística e empregabilidade.

A instituição compartilha valores e princípios com o ISE Business School, escola de direção geral com 30 anos de atuação na formação de empresários, executivos e lideranças. Nesse ecossistema, a Belavista se apresenta como a porta de entrada da formação universitária, preparando jovens líderes com rigor acadêmico, senso crítico, responsabilidade social e compromisso com o bem comum.

Com alto nível de exigência, a instituição combina o Método do Caso, que aproxima os alunos de dilemas reais, com um Core Curriculum voltado à formação humanística, à inovação e ao empreendedorismo. A proposta inclui ainda o Summit Belavista, programa de mentoria personalizada para o desenvolvimento de habilidades profissionais, e uma relação próxima com o mercado e com os desafios da vida profissional.

Para quem ainda está avaliando qual graduação seguir, a Faculdade Belavista disponibiliza gratuitamente os e-books:

com informações sobre os cursos, as possibilidades profissionais e os critérios que podem ajudar na escolha da carreira.

Siga a gente nas redes:

As inscrições para o Vestibular da Belavista  estão abertas no  site da faculdade e podem ser realizadas até o dia 13 de setembro de 2026.  O processo da  processo seletivo  é um dos mais completos e inovadores do país, estruturado em três fases: Prova, Dinâmica e Entrevista.

  • 1ª Fase – Prova: realizada pela Vunesp, no dia 27 de Setembro de 2026, em São Paulo. Prova com 50 questões objetivas e uma redação dissertativa.  A Belavista aceita notas do ENEM, certificações internacionais (ABITUR, IB, SAT e BAC) e premiações em Olimpíadas do Conhecimento. Fase eliminatória.
  • 2ª Fase – Dinâmica: debate em grupo sobre um dilema ético, seguido de um texto opinativo individual, com o exclusivo Método do Caso, criado em Harvard e aplicado em todas as graduações da Belavista. Fase eliminatória.
  • 3ª Fase – Entrevista: individual e online, realizada pelo Comitê de Admissões para conhecer as motivações do candidato e seu engajamento com a proposta da Belavista.
Oferecido por:
Produzido por:

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.